Arquivo mensal: agosto 2012

Cientista politica compara campanha de Ratinho à de Lerner em 88

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Ana Cunha Abrão

A cientista política Vanessa Fontana chamou atenção essa semana, em seu blog, para uma possível semelhança entre a campanha do candidato Ratinho Júnior (PSC) e do ex-prefeito Jaime Lerner, no ano de 1988. Para Vanessa, assim como a “Campanha dos 12 dias” sob o tema “Coração Curitibano” de Lerner, a campanha de Ratinho tem conquistado a simpatia das crianças que, apesar de ainda não votarem,podem de alguma maneira, influenciar o voto dos pais.

Para a cientista política, Lerner conquistou a simpatia dos pequenos ‘em função dos corações em forma de cataventos e botons distribuídos nas ruas da cidade, além do jingle da campanha ter “cativado” a população curitibana e também as criança’.

— Há indícios que de aquela grande onda da “campanha dos 12 dias” tenha tido aquele efeito, à medida que as crianças e a sua simpatia repercutiram nas famílias.

Vanessa explica que não existem pesquisas que afiram dados científicos objetivos sobre essa questão. O que houve, diz ela, foi uma sensação – ‘a mesma existente hoje.’

Para Vanessa, Ratinho Júnior – apesar de não explorar isso ainda, também tem essa vocação.

— As cores e a música que embala a sua campanha conquistem o imaginário infantil, afirma.

Ela esclarece ainda que há outras questões relevantes sobre a campanha de 1988. Segundo sua análise, o candidato venceu por sua estratégia de marketing – formalizando a entrada de Lerner na campanha nos últimos dias do prazo legal para que tivesse o suspense e um impacto que causasse a mobilização da população de um dia para o outro.

— O principal objetivo era retirar o PMDB que já estava no “poder” durante 12 anos e moralizar a política a partir da criação da imagem do técnico, do administrador e não de um político tradicional. Era público e notório a dificuldade de oratória de Lerner, assim foi criada a composição pelo PFL, PTB e o PDT e o marketing do coração curitibano e “campanha dos 12 dias”.

Os principais articuladores políticos daquela campanha foram Rafael Greca e Gerson Guelman.

— Parte importante dos fatos hoje se repete com os mesmos atores políticos e fatos semelhantes. Ducci é péssimo na oratória e não tem carisma algum, traço semelhante ao de Lerner. Hoje, Gerson Guelman é o principal articulador da campanha do Gustavo Fruet e naquela época estava ao lado de Lerner. Ratinho é a novidade, tem apelo popular e carisma e tem desenvolvido o slogan das “novas ideias” e poderia até assumir claramente o discurso de que representa o rompimento com a hegemonia do grupo ligado ao Lerner que está no poder desde 1989, ou seja, mais de duas décadas.

Fonte: Blog da Roseli Abrão

http://www.roseliabrao.com/index.php?id=1797

 

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Ratatouville, Pinóquio e o Gargamel: eleições em Curitiba

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Para amenizar o cenário das eleições, colocamos os principais atores políticos no cenário infantil.

Em Ratatouville, o Ratinho do bem

as coisas vão bem, na frente nas pesquisas, abrindo espaço na classe média curitibana, conquistando as crianças que não votam, mas amolecem e adoçam o coração dos pais, campanha alegre, vibrante e para cima.

Pinóquio, sem carisma e mentiroso
ainda está ganhando pontos nas pesquisas, mas como incorporou a figura do boneco mentiroso, do dr. sabe tudo, que vende a imagem da cidade dos sonhos e que desconhece o que realmente importa para a cidade tende a cair e a se quebrar pela fragilidade da sua candidatura sem carisma e sem expressão. Ele é somente amigo do Rei. Campanha sem graça, vazia e que vende a cidade panglossiana.

Gargamel, triste e frustrado

A campanha dele é triste, cinza, pouco atrativa, e não conseguiu demonstrar a que veio. Não bate em ninguém, não vibra com nada e busca um sonho que sempre fica longe. Delega demais, ao invés de ocupar o espaço na propaganda eleitoral cede aos atores contratados quando ele deveria estar na vitrine. Constrangido com o PT, com a Gleisi, com a militância petista, com o mensalão e sem se identificar com o PDT de quem teve tudo.  A impressão que fica é a do desenho corre, ajeita, arruma,  mas sempre perde (perdeu o PSDB, perdeu o senado e parece perder a prefeitura).

 

Lógica Perversa

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30 de agosto de 2012
Dora Kramer – O Estado de S.Paulo

Não fosse de conhecimento público a falta de cerimônia com que o ex-presidente Lula e o PT tratam as instituições – para eles ferramentas de uso partidário – soariam inverídicas as notícias sobre o abatimento reinante naquelas hostes diante dos votos de ministros do Supremo Tribunal Federal indicados pelo grupo político há dez anos no poder.

A frustração decorreria principalmente da expectativa de que os ministros nomeados na era petista, notadamente Luiz Fux, Cármen Lúcia e Rosa Weber, votassem pela absolvição. Senão de todos, ao menos do deputado João Paulo Cunha, representante do partido no grupo de réus em julgamento no primeiro dos sete itens do roteiro desenhado pelo relator.

Integrante da leva de juízes indicados nas administrações Lula/Dilma, Joaquim Barbosa desde a aceitação da denúncia foi excluído da lista daqueles de quem se esperava retribuição.

Pelo que se viu de modo explícito na abordagem do ex-presidente ao ministro Gilmar Mendes no escritório do advogado Nelson Jobim e vê-se agora de maneira implícita nos queixumes de bastidor, o pressuposto era que a Corte Suprema poderia ser igualada em parâmetro de tratamento aos Poderes Executivo e Legislativo.

Aparelhada tanto quanto o primeiro e submetida a influências ao molde do segundo.

Por inúmeros que sejam os exemplos de que o PT não faz distinção conceitual ou factual entre governo, Estado e partido, considerando as três instâncias como um conjunto do qual automaticamente toma posse aquele que obtém mais votos na eleição, ainda assim espanta a decepção com a posição dos ministros no julgamento do mensalão.

Note-se: o dissabor não se relaciona com o mérito ou demérito do conteúdo das peças de defesa e de acusação. Prende-se simplesmente à esperança de que tendo sido a maioria da Corte indicada pelo líder do grupo ora na berlinda, essa supremacia se refletisse em absolvição majoritária dos réus.

Raciocínio institucionalmente torto, ofensivo e revelador da lógica perversa contida no esquema de manutenção de poder que o PT julgou-se autorizado a aplicar e a autonomia aliada à fundamentação dos magistrados tratam agora de derrubar.

Esses moços. Tramita sob a mais completa indiferença da Câmara e o vigilante lobby de juízes de primeira instância preocupados em não adiar seu acesso aos tribunais, proposta de alteração da data de aposentadoria compulsória para servidores públicos, de 70 para 75 anos.

É a chamada “PEC da bengala”, nome pejorativo e em si incongruente em face da realidade de expectativa de vida cada vez mais longeva e da contribuição que homens e mulheres ainda podem dar ao País quando são obrigados a se retirar de cena muitas vezes no auge de sua capacidade intelectual e do conhecimento acumulado ao longo da vida.

A proposta de emenda constitucional foi apresentada há oito anos pelo senador Pedro Simon. Há seis foi aprovada no Senado e desde então aguarda o exame da Câmara.

Em várias situações de vácuo resultante da inoperância do Legislativo o Judiciário tem sido instado a resolver, mas esta, lamentavelmente, está exclusivamente nas mãos da leniência do Congresso.

Pior a emenda. Líder do PMDB e candidato a presidente da Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) atuou junto ao Tribunal de Contas da União como lobista de um de seus sócios em negócios potiguares, interessado no contrato de concessão de estrada federal, conforme revelou ontem o Estado.

Grave. Gravíssima, porém, a justificativa do deputado: “Só fiz um favor pessoal a um empresário meu amigo”. Um retrato pronto e acabado da dolosa junção do público ao privado de que cuida o Supremo no momento.

A excelência do Peluso e a mediocridade de Toffoli

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No mesmo espaço, STF, a excelência do Ministro Cezar Peluso e a mediocridade de Dias Toffoli.

Foto 1 – A Excelência, o Ministro Cezar Peluso

Foto 2 – A Mediocridade, o Ministro Dias Toffoli

É infeliz a saída do Ministro Cezar Peluso, mas já que a aposentadoria é compulsória aos 70 anos que assim seja. Mas é dificil sair um ministro do calibre de Peluso e ficar aquela figura do Dias Toffoli que está ali não pelo mérito, mas sim pela sua proximidade com o PT de Lula. Isso fica muito claro pelos votos que o mesmo proferiu na Ação Penal 470, ou seja, aquele Mensalão que nunca existiu.

Momento Político – Ratinho Jr, Iara Lopes e Cauã Fontana

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O meu filho Cauã Fontana desde que viu as placas do Ratinho Jr. pela cidade tomou a bandeira e disse que iria votar no Ratinho e pediu para conhecê-lo, obviamente tem o papel do pai que é candidato também pela coligação do Ratinho.

O interessante é que isso me faz lembrar da campanha do Jaime Lerner dos 12 dias e do coração curitibano. Ambas as campanhas tem apelo infantil e causam essa disposição das crianças para um dos momentos da política que são as eleições.

Foto 1 – Ratinho Jr, Iara Lopes e Cauã Fontana

foto 2 – Iara Lopes, Cauã Fontana e a “Ratete”