Arquivo mensal: dezembro 2012

100 anos da UFPR – Universidade Federal do Paraná

Padrão
Universidade Federal do Paraná

Universidade Federal do Paraná

Hoje a UFPR completa 100 anos, um centenário bem aproveitado pelos milhares de estudantes que tiveram a oportunidade de estudar nessa grande Instituição.

Fiz a minha graduação em Ciências Sociais (1996-2000) e o mestrado em Sociologia Política (2000-2002), fiz muitos amigos e amigas com os quais mantenho contato até hoje. Possuo uma trajetória acadêmica graças a formação sólida que tive no DECISO da UFPR.

Parabéns! Outros muitos centenários!

Cientistas Políticos: Concurso público é para os amigos (as)

Padrão
Cientistas Políticos praticam o patrimonialismo

Cientistas Políticos praticam o patrimonialismo

Muito se tem falado quanto a postura do Ministro Joaquim Barbosa que tem sido imbatível cumprindo o seu papel, ou seja, aplicando as leis para fazer justiça.

Alguns criticam, outros elogiam. E há  aqueles que hastearam a bandeira de “Barbosa Presidente” é porque reconhecem nele aquilo que não conseguimos encontrar nem em nós mesmos. Um princípio básico apresentado por Weber, quando pensamos no funcionamento do Estado, isto é, IMPESSOALIDADE.

Então, pensemos em um concurso público para professor universitário. Acabo de experenciar algo nesse sentido. A vaga era para um cientista político numa Universidade Pública no interior do Estado do Paraná. Antes de viajar, olhei o currículo dos concorrentes e vi que dois dos candidatos já eram da “casa”, um lotado em outro campus e outro professor temporário. Bom, apostei na IMPARCIALIDADE dos professores da banca, mas caí do cavalo. Nem os cientistas políticos leram Weber! Desconhecem o princípio da imparcialidade e do funcionamento do Estado Corporativo/Burocrático e do Modelo Gerencial.

Bom, os concurseiros para professor sabem que a eliminação ocorre de forma cabal na prova didática, e eis que não foi diferente em nada do modus operandi praticado pela administração pública municipal, estadual e federal em outras esferas, os professores universitários com formação em Ciências Sociais também utilizam desta prática. O nosso Estado ainda é infelizmente PATRIMONIALISTA e nem aqueles que passeiam e entendem à área respeitam os limites impostos pelo atual modelo gerencial que convive com o modelo corporativista weberiano no Brasil.

É muito interessante ter a segunda melhor nota (compartilhada com outro concorrente) e ter a melhor nota de currículo e ter a pior nota de prova didática. E, curiosamente, os que não foram tão bem na prova escrita e que tiveram a nota mínima no currículo serem GENIAIS NA DIDÁTICA? Pois, pois, pode? Bom, no Brasil até o que não é razoável pode!

O que mais me indigna é o fato de os meus colegas cientistas políticos fazerem esse tipo de falcatrua com a maior cara lavada. A máxima para eles também é: para os amigos tudo, para os que não são nada, reprovação na prova didática.

São esses doutores em ciência política que devem desvendar o Brasil para as futuras gerações…. e dar as fórmulas para aperfeiçoarmos o funcionamento do nosso Estado.

Bom, os meus advogados disseram para entrar com um mandado, mas infelizmente eu sei que não adianta, pois as veleidades são mais fortes e atuantes do que a justiça.

Cientistas Políticos, abandonem esse mundo pedante e alienado

Padrão
Os cientistas políticos devem servir o seu país.

Os cientistas políticos devem servir o seu país.

“(…) O país tem problemas sérios.O crime e a violência atingiram patamares muito altos e continuam crescendo; o sistema político funciona mal, e é grande o descrédito dos políticos; os partidos estão fragilizados; o sistema educacional é elitista e ineficiente etc. As ciências políticas e sociais têm a oportunidade e, na minha concepção, o dever de contribuir para a solução desses problemas. Não obstante, uma parte considerável dos cientistas políticos e sociais se dedica a um divertissement intelectual que, na melhor das hipóteses, é ortogonal aos problemas do país e, na pior, contribui para desviar mais e mais recursos, inclusive intelectuais, da solução desses problemas. Essas pessoas vivem num mundo pedante e alienado, onde o conhecimento excêntrico é valorizado, e o trabalho duro e a pesquisa séria são desprestigiados. Importa mais repetir “os clássicos” e os autores que estiverem na moda do que inovar, pesquisando o país. A contribuição para a solução dos problemas do país é umdever de todos, em todos os lugares e épocas, mas particularmente num país em que os problemas políticos e sociais clamam por solução. Porém, essa contribuição não se faz através de achismos”, e sim de pesquisas rigorosas, direcionadas para as necessidades do país, e não para o diletantismo, nacional ou internacional. Assim, a ciência política no Brasil se encontra numa encruzilhada: ou pesquisa e contribui para solucionar ou minorar os problemas do país, ou continua a não pesquisar e a se dedicar à discussão sem fim e nada criativa das teorias geradas em países industriais (…)”. Gláucio Ary Dillon Soares. O CALCANHAR METODOLÓGICO DA CIÊNCIA POLÍTICA NO BRASIL. In: SOCIOLOGIA, PROBLEMAS E PRÁTICAS, n.º 48, 2005, pp. 27-52.

 

Os cientistas políticos não podem virar as costas para a sociedade

Padrão
O papel dos cientistas políticos

O papel dos cientistas políticos

(…) Muitas áreas suscetíveis de melhoria através de políticas públicas estão à míngua em termos de dados, informações e conhecimento. A idéia de que o cientista político e social deve ser protegido e não deve ser incomodado com problemas concretos e, pior, de que isso é um direito inerente à profissão, é uma idéia infame. Esse “direito” não pode ser auto-outorgado. Quase todos nós, cientistas políticos e sociais , dependemos para nossa subsistência e/ou realização de pesquisas, participação em congressos, conferências etc. de fundos públicos. Há um problema ético em virar as costas para a sociedade que, deixando de receber, é quem nos paga (…). O CALCANHAR METODOLÓGICO DA CIÊNCIA POLÍTICA NO BRASIL, Gláucio Ary Dillon Soares.

 

O Indeciso (Gustavo Fruet) e o Determinado (Wilson Picler)

Padrão
Fruet e Picler juntos.

Fruet e Picler juntos.

Vou aproveitar o mote das constatações recentes do Rogério Galindo em seu blog Caixa Zero, especialmente a matéria do dia 05 de dezembro, “Fruet vai subir o ônibus ou não?

O jornalista, contumaz defensor do Fruet durante o processo eleitoral recente, tem apontado algumas características pouco atraentes para um prefeito. Uma delas, talvez a principal, é perceber o prefeito-eleito como moroso em suas decisões. Fato notório é a demora em revelar o seu secretariado.

Tive contato em vários momentos durante os últimos anos com o Gustavo Fruet. Uma excelente pessoa, muito inteligente e afável. Mas precisamos de um certo arrojo que o Fruet parece não ter. Já escrevi sobre isso em vários momentos no Blog do Esmael. Tracei inúmeros paralelos entre a complementação das características pessoais e de formação do Fruet em relação ao Wilson Picler.

Picler é físico e empresário do ramo educacional. Em menos de uma década construiu seu nome e o do Grupo Uninter. Ou seja, o empresário por natureza é visionário e é disso que precisamos para que Curitiba se recrie e encontre uma perspectiva inovadora e de crescimento sustentável.

Tivemos por muitos anos a Curitiba dos técnicos (engenheiros) e por dois anos um médico no poder. Agora teremos dois advogados (Fruet e a vice) e espero sinceramente que agora tenhamos próximo ao Prefeito, como Secretário, o empresário, Wilson Picler. Ele trará arrojo, a capacidade decisória e a agilidade que os curitibanos merecem.

Acredito que um empresário com a aptidão para a inovação e a criatividade do Picler, encontrará soluções agéis para nossos problemas urgentes. Para chegar a isso precisamos de pessoas decididas  e nada melhor do que um empresário que entende a importância do público (Estado) e que diferentemente dos tucanos não vê a terceirização como solução de problemas.

Curitiba merece, agora escrevendo, lembrei do gênio do Império, o Barão de Mauá (Irineu Evangelista de Souza) ao modernizar e industrializar o Brasil, um vanguardista.  Nesse sentido, Curitiba ideologicamente ou não, já esteve na vanguarda, e precisamos resgatá-la. Acho que o Picler complementa o Fruet, e essa dobrada será saudável para ambos e para a cidade.