Arquivo mensal: abril 2013

HPM em foco: Médicos ou Policiais Militares?

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PMPR armado, médico armado

Eu fiquei pasma e darei a oportunidade estarrecedora dos meus leitores, amigos e possíveis inimigos ficarem também. E desde já esclareço que a foto acima é ilustrativa não corresponde em si ao fato apresentado, mas deixa claro qual é a indumentária que os médicos que são policiais militares atendem no Hospital em questão.

Na última semana estive no Hospital da Polícia Militar – HPM, acompanhando uma pessoa para atendimento, como cientista política e social  fiquei observando como ocorriam os atendimentos. Eis que de repente um Policial Militar, fardado e armado, mais objetivamente um Tenente, que também é médico mas SEM JALECO, mas ressalto ARMADO COM UMA PISTOLA PONTO 40, chamou um paciente para ser atendido na emergência do HPM, o paciente em questão era um civil, pois os servidores públicos estaduais tem sido atendidos lá, bem como os policiais militares e seus dependentes.

É indignante, pois a missão de um médico dentro do hospital deve ser salvar vidas, socorrer, amparar aqueles que precisam de atendimento especializado, agora alguém pode me explicar porque dentro de uma unidade da polícia militar que é um hospital, um MÉDICO que também é POLICIAL tem que atender a população fardado e armado? Isso simplesmente não combina, e é intimidador, pois é o peso do Estado diante de alguém fragilizado fisicamente… O hospital já não está devidamente protegido pela guarda de dia, ou pelos demais policiais que lá se encontram cumprindo expediente? Por que o médico que está lá para trabalhar como médico precisa estar fardado e armado?

Se o esse médico usasse um jaleco já teríamos um avanço, mas na verdade precisamos de movimento em que o uso da farda por médico desempenhando a função de médico seja ABOLIDA do HPM. Se assim não ocorrer a situação fica dúbia, estamos diante de um MÉDICO ou de um POLICIAL?

Uma observação técnica de uma cientista política que fez uma simples busca por uma artigo científico sobre o uso do jaleco. Os autores neste artigo publicado na Revista Contexto Enfermagem, sob o título: Aspectos de Biossegurança relacionados ao uso do jaleco pelos profissionais de saúde: uma revisão da literatura, afirmam que “(…) a contaminação da pele e vestimentas (roupas) por respingos e por toque é praticamente inevitável em hospitais e ambulatórios, assim como em consultórios odontológicos. Estudo demonstrou que as roupas são uma importante via de transmissão de infecção no ambiente hospitalar. Desta forma , os jalecos dos profissionais de saúde, passam a ser o primeiro sítio de contato em termos de indumentária com a pele, líquidos e secreções dos pacientes, tornando-se com isso um verdadeiro fômite” (CARVALHO, p.3, 2009).

Mediante este pequeno trecho é chocante o descaso com os cidadãos que frequentam o HPM, pois lá os médicos-policiais utilizam a farda caqui da PM para atender aos pacientes. Em outro post vou debater os outros problemas que a adoção da farda por médicos é capaz de causar da perspectiva não da saúde, mas da hierarquia militar, que é um caso a parte, mas não menos importante. Já ouvi inúmeros relatos de praças serem atendidos por oficiais, sendo que os médicos fardados da Polícia Militar podem esquecer que são médicos e tratam os pacientes como seus subordinados hierárquicos.

Como bom exemplo, a PMPR pode adotar os procedimentos existentes nos hospitais do Exército Brasileiro. Nestes existe uma farda própria para os profissionais da área da saúde, tanto para  os praças quanto para os oficiais: médicos, dentistas, fisioterapeutas, enfermeiros, etc. Nos anos em que estive no Exército Brasileiro, NUNCA vi um paciente ser atendido por um praça ou oficial fardado com traje operacional de combate, especialmente armado.

Médica do Exército Brasileiro

A imagem da médica do Exército com a vestimenta adequada é o mínimo que merecemos.

Espero que alguma associação ou entidade representativa tome as medidas cabíveis para que isso deixe de acontecer dentro do HPM, ou que a própria direção ou o próprio comandante da PM tome as medidas preventivas e sanitárias que garantam a biossegurança dos usuários deste Sistema Público de Saúde.

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O novo livro do Prof. Achiles Batista

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O Prof. Achiles Batista,  publicará no segundo semestre de 2013 o livro “Itrend´s, uma análise de tendências e mercados”, desenvolvido em parceria com a Prof. Mari Rieping.

Sucesso!

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GEPETO: A Escola de Gestão e Política do Paraná

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GEPETO - Profa. Vanessa Fontana; Prof. Jorge Bernardi; Profa. Karla Gobbo; Prof. Achiles Batista.

GEPETO – Profa. Vanessa Fontana; Prof. Jorge Bernardi; Profa. Karla Gobbo; Prof. Achiles Batista.

A segunda reunião ordinária da Escola de Gestão Pública, Política e Jurídica, apelidada de “GEPETO”  ocorreu nesta terça-feira, dia 09 de abril de 2013, às 14 horas, no Campus Garcez, 8o.andar. O encontro ocorreu com os coordenadores do presencial e dos cursos a distância vinculados a área de gestão, política e ciência política.

GEPETO

A reunião foi conduzida pelo vice-reitor Jorge Bernardi, que além de um apaixonado pela educação tem a vocação de tomar decisões em conjunto e ponderadas. Foi discutido o projeto de um novo curso de tecnologia sob a responsabilidade do vice-reitor. Foi também apresentado o encaminhamento do Projeto Café com Leitura e uma discussão sobre cursos que abrangem a área de Ciência Política e de Relações Internacionais que por serem estratégicos não serão revelados. Aguardem, pois virão novidades!

A próxima reunião ocorrerá dia 14 de maio. Enquanto isso as decisões serão devidamente encaminhadas e finalizadas.

GEPETO

 

 

 

 

Destaque do dia: o Cientista Político Thiago Freitas

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Thiago Freitas

Thiago Freitas

O Centro Universitário Uninter oferece mais um profissional de destaque ao mercado, Thiago Luiz de Freitas, 24,  cientista político,  atualmente Supervisor do Laboratório de Pesquisas do Centro Universitário Uninter, insluvise foi contratado pelo seu destaque como acadêmico do curso de Ciência Política, atua também como Cientista Político do Instituto Ricieri Garbelini – IRG (o famoso DataPicler) e que acertou todas as pesquisas de expressão registradas junto ao TRE. O Thiago Freitas dirigiu sua formação acadêmica para a área de consultoria em pesquisa eleitoral, em pesquisa de mercado, em avaliação de mandatos, em avaliação de gestão do Executivo e do Legislativo  e marketing político e eleitoral.

Mesmo trabalhando no Laboratório de Pesquisa tem recebido convites de destaque para atuar na condição de cientista político. No início desta semana foi convidado pelo Prefeito Roger Selski, do Município de Ipiranga, a partir da indicação do Secretário do Meio Ambiente, Luiz Francisco Costa Vaz, conhecido como Tiquinho, para assumir o cargo de Secretário da Administração do Município de Ipiranga nos Campos Gerais.

O convite em si já representa o reconhecimento do trabalho que oThiago Freitas tem desenvolvido na área de ciência política e demonstra que a sólida formação que recebeu no Uninter e o lastro que tem construído junto ao mercado na área de marketing político e pesquisas eleitorais e  o seu trabalho junto a campanhas políticas vitoriosas pelo Paraná.

Na condição de ex-coordenadora do Curso de Ciência Política e pela atual convivência, junto ao Laboratório de Pesquisa do Uninter, desejo ao Thiago que tome a melhor decisão possível, mas desde já ressaltamos a excelência dos nossos alunos, tanto no mundo acadêmico, por meio da pós-graduação strictu sensu como pela atuação no mercado, da qual o Thiago Freitas é um exemplo.

Parabéns!

A “Dama de Ferro”

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Vamos lá, independente de discordar das políticas restritivas implantadas por Margareth Tatcher na América Latina, é preciso admitir que como mulher ela marcou uma época, o título de “Dama de Ferro” não é a toa, pois por ser uma mulher atribuíram a ela características masculinas, uma mulher que na década de 1970 atuava politicamente como um homem.

Margareth Tacther

Margareth Tacther

As fotos acima revelam a trajetória de uma mulher forte politicamente e contam a história de uma vida, da  juventude a velhice, valorizando todas as fases da vida humana.

A PMPR e o crime por não fazer

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ensino superior

ensino superior

Estamos estudando em conjunto com educadores e advogados responsabilizar na justiça a PMPR pelo “crime de não fazer”, ou seja, se eles possuíam condições de ter adequado a APMG à UNESPAR e não o fizeram, e por consequência deixaram de oferecer aos nossos policiais cursos mais adequados, é de suma importância que eles respondam por essa questão de forma criminal, e as associações representativas dos mesmos participarão desse processo, pois não é possível que o Paraná se mantenha no atraso, especialmente numa área sensível como a da segurança.

O CEE deu todas as oportunidades possíveis para a adequação, ofereceu prazos mais do que razoáveis e a PMPR não deu a contrapartida, terão ao menos que esclarecer a sociedade o porque de se manterem no ostracismo. A democracia e a sociedade brasileira não podem mais conviver com esses anacronismos históricos.

Educação Superior na PMPR: o caso UNESPAR

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Unespar

É de suma importância que a PMPR rume em direção a integração à UNESPAR – Universidade Estadual do Paraná, isto porque, esta é a única forma de que os alunos da atual APMG venham a ter curso superior efetivamente e não somente a equivalência.

Consta do PDI, 2012-2016, que a UNESPAR será composta pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná – EMBAP, pela Faculdade de Artes do Paraná- FAP, pela Academia Policial Militar do Guatupê – APMG, pela  Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão – FECILCAM, pela Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana – FECEA, pela Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí – FAFIPA e pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá – FAFIPAR.

Para fazer parte da UNESPAR  a APMG precisa necessariamente se submeter as regras civis que gerem o curso superior passando a receber a certificação do CEE – Conselho Estadual de Educação, passando  a compor o Sistema Público de Ensino Superior do Paraná, ressalvando as especificidades da formação militar, continuariam a seguir as orientações que partem da SENASP. Desse ponto de vista o ingresso do Guatupê seria um avanço na formação dos oficiais e praças da PMPR.

Se tudo isso é tão produtivo e seria o melhor, por que este processo está parado? Por que os oficiais responsáveis não tem feito nada para que essa perspectiva se torne realidade?