Arquivo mensal: julho 2013

Memo Caixa: um pouco de artesanato

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Estou há semanas fazendo essa Memo Caixa. Vimos a ideia no Art Attack na TV a intenção é criar a partir da reciclagem. Eu achei demais, nem parece que fui eu que fiz.

Material necessário:

02 garrafas de coca-cola pet;

guardanapo de cozinha branco;

cola para decoupage;

tinta PVA;

jornal.

É possível fazer com qualquer formato e personagem, basta criar.

Foto 01 – Caixa Memo

Caixa Memo - Pirata

Caixa Memo – Pirata

Foto 02 –  Caixa Memo

Caixa Memo - Cérebro

Caixa Memo – Cérebro

Foto 03 –  Caixa Memo

O objetivo da caixa é guardas coisas que a criança não deve esquecer… por isso a parte de dentro é um cérebro.

Memo Caixa Pirata

Memo Caixa Pirata

 

 

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Faleceu o ex-comandante da PMPR, Cel Anselmo Oliveira

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cel anselmo oliveira

cel anselmo oliveira

Faleceu na madrugada do dia 17, na cidade de Curitiba, aos 47 anos, o Coronel Anselmo José de Oliveira,  ex-comandante da Polícia Militar do Paraná (2008-2009). Após deixar a PMPR, atuava junto ao escritório do Senador Roberto Requião (PMDB-PR) no Paraná.

Tive a honra de conversar com o Cel Anselmo em inúmeras oportunidades. Na última conversamos por quase 50 minutos a respeito da segurança pública e de projetos em torno da educação. Combinamos fazer  um curso de especialização em Segurança há quatro mãos. Chegamos a trocar alguns e-mails nesse sentido.

Lamento como intelectual a perda de um homem muito inteligente e de uma alma tão bondosa e interessada nos assuntos públicos. O Cel Anselmo parte cedo e  presto a minha solidariedade à família.

Informo que o velório teve início na data de hoje, às  16h,  na Associação da Vila Militar, na Rua Santo Antônio, 100, Bairro Rebouças, próximo ao QG da PMPR. O sepultamento ocorrerá amanhã, quinta-feira, às 10h, no Cemitério Jardim da Saudade, no Portão.

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Olha aí, não basta que eu goste de pintar, inventar, reciclar, consertar… estou “ensinando” a Diaine Lopes, minha prima e o meu filho Cauã Fontana. Os dois estão felizes. Se puder sugerir, que não tem um hobby, aí está uma boa opção… o ARTESANATO…

Cauã Fontana e Diaine Lopes

Cauã Fontana e Diaine Lopes

Sobre artesanato e amigos (as)…

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Meus amigos e amigas sabem que adoro dar presentes feitos por mim. Alguns devem dizer lá vem ela com os seus artesanatos… rs

Essa garrafa que era de vinho foi reciclada e transformada em uma garrafa para água. A técnica é decoupage e os materiais são: primer, tinta PVA, guardanapo, cola para artesanato e verniz.

Fiz essa garrafa para a minha querida amiga, Vilma Aguiar.

Garrafa Decorada

Garrafa Decorada

Fiz essa caixa para a Vilma também há uns anos atrás (talvez uns 05 ou 06). Essa foi muito especial, pois marca a retomada do artesanato na minha vida. Calculo que tinha parado há mais de 20 anos…

Caixinha Multicolorida

Caixinha Multicolorida

 

 

 

Dilma lutou pelo socialismo e não pela democracia

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A visão de Gabeira sobre a guerrilha no Brasil

É sempre interessante ouvir o Gabeira. Achei esse vídeo esclarecedor, pois as vezes de tanto ouvir uma mentira ela se torna uma verdade. A luta armada no Brasil não era pela democracia, era sim contra a ditadura militar para substituí-la pela ditadura do proletariado. O próprio Gabeira reconhece que não lutou pela democracia como valor, mas sim pela ditadura do proletariado, rumo ao socialismo, para ele, aliás hoje utópico.

Gabeira repele a aura romântica que envolve Cuba  e repudia também as ditaduras de esquerda. O que me chamou atenção nesse vídeo do Gabeira é que a então, Presidente Dilma, discursa dizendo que sempre defendeu a democracia, o que não é verdade.

Dilma Rousseff, quando jovem, integrou a COLINA – Comando de Libertação Nacional e a VAR-PALMARES, Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, o objetivo era introduzir o socialismo a partir da luta armada e não de uma assembleia constituinte conforme defendia a outra corrente a POLOP  – Política Operária.

Então, só para sermos honestos com o passado esses grupos não defendiam a DEMOCRACIA como valor, mas sim a implantação do socialismo, no viés marxista. A citação a seguir esclarece bem essa questão, pois a VAR-PALMARES, foi uma “organização político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo”. Fonte: As armas e os varões: A educação política e sentimental de Dilma Roussef, por Luís Maklouf Carvalho. Piauí. Abril de 2009, nº 31, p. 22-31.

Então, honestidade com o passado é o mínimo. Isso faz toda a diferença ao ouvirmos os discursos pautados pelo viés democrático quando na verdade não eram.

Pau, cacete e bombaaa!

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Cidadão e a PM

Cidadão e a PM

Antes de mais nada cabe esclarecer que o título desse post tirei do facebook de uma oficial subalterna da PMPR. O conteúdo foi postado no dia 15 de junho de 2013. E expressa muito bem a minha preocupação quanto a formação dos PMs. Ela disse:

“Por favor, manifestem-se tbm em (…) para que eu possa me desestressar um pouco… Pau, cacete e bombaaaa!!!! kkkkkkk” (Fonte: facebook, editado).

Pois bem, realmente é estarrecedor e revelador de um pensamento repressivo, antissocial e do uso desenfreado da violência… Vamos para a análise.

As Polícias Militares no Brasil, tal como se encontram hoje representam e são um ícone na contramão do processo democrático que vivemos atualmente. Há exemplos, contrários, como o do PM de São Paulo que foi duramente atacado pela população e não fez uso da violência física legítima, aliás atitude que poderia ter mudado a sua vida.

As mobilizações sociais espontâneas experimentadas no mês de junho de 2013 no Brasil são a prova cabal de que, como a PM existe não pode permanecer, em função da relação que estabelecem com a sociedade ser pautada pelo uso violento e desnecessário da força, a origem desses episódios é pela formação equivocada que recebem nas unidades de ensino militar.  Isto porque, a formação desses profissionais é calcada num currículo retrógrado onde o cidadão precisa ser controlado e não respeitado. Essas são as heranças de uma Força que surge em 1968, a partir do AI5 onde as guardas civis foram substituídas pela Polícia Militar, tal qual a encontramos hoje.

É primordial que esse passado seja revisado e que se desmilitarize a Polícia Militar enquanto Instituição no Brasil. A falta no trato pessoal o certo prazer em reprimir e fazer uso da sua autoridade são resquícios que a sociedade brasileira tem ojerizado. Precisamos sim de uma Polícia cidadã que respeite e seja respeitada. Que entenda a natureza dos movimentos sociais, que estudem muita sociologia, direitos humanos, ciência política, antropologia e psicologia, com o único objetivo de buscar compreender a natureza da sociedade e as suas formas de organização e expressão. Essa Polícia não serve, pois o mesmo engajamento utilizado para reprimir uma rebelião num presídio tem sido utilizada para lidar com manifestações cívicas.

Pois bem, esse é o lado externo da manifestação e da truculência. Agora, pensemos nos processos endógenos que ocorrem dentro dos quartéis e unidades das policiais militares do Brasil. Como sabemos, essas estruturas são pautadas por hierarquia e disciplina, conceitos que existem em qualquer empresa ou organização do setor público e privado, no entanto, a forma com a qual são utilizadas dentro das PMs servem para diferenciar homens e mulheres, cujo o maior preceito é a desigualdade. Explico a intensa divisão entre “praças” (soldado, cabo, sargento, subtenente) e “oficiais” (tenente, capitão, major, tenente coronel, coronel) marca o funcionamento das casernas ocupadas pela Polícia Militar. Há uma intensa “perseguição” aos praças que tentam exprimir as suas opiniões e externar os seus pensamentos quanto a carga horária, procedimentos de formação, o questionamento a privilégios dos quais os oficiais gozam, como: 1) motorista particular; 2) punição exemplar dos praças e NENHUMA punição quando as arbitrariedades são cometidas por OFICIAIS; 3) falta de oportunidade de qualificação para os praças; 4) política de salário EXTREMAMENTE diferenciada entre praças e oficiais; 5) as corregedorias são tendenciosas, pois os crimes dos oficiais DIFICILMENTE são descobertas pela P2 ou pela corregedoria, bem como crimes denunciadas não tem o mesmo peso e medida para praças e oficiais; 6) não há uma regulamentação de carga horária equitativa para oficiais e praças, ou seja, há PMs que são praças que trabalham muito mais do que 52 horas por semana; 7) o atendimento médico é realizado por médicos que são oficiais e que de maneira geral, quando atendem um subordinado hierárquico, o tratam como tal, e não como um PACIENTE, sem dizer que em geral ouvem do oficial que estão ali no hospital para “acoxambrar”, ou seja, passar a conversa, estar fingindo uma doença para não trabalhar.

Com esses relatos queremos passar a imagem que o mal tratamento que a PM dá para a população é o mesmo que recebe dos oficiais. Justifica? Não! Mas nos auxilia no entendimento do porque de tantas irregularidades e truculências. O fim do regime MILITAR para a polícia ostensiva é um passo ao fim de desigualdades internas que causam reflexos externos nas ruas. Os praças não podem ser tratados como cidadãos de segunda classe, no dizer de Jessé Souza, e muito menos a população brasileira que encontrou e dirigiu sua voz para as ruas. Queremos sim, ser cidadãos…