Pau, cacete e bombaaa!

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Cidadão e a PM

Cidadão e a PM

Antes de mais nada cabe esclarecer que o título desse post tirei do facebook de uma oficial subalterna da PMPR. O conteúdo foi postado no dia 15 de junho de 2013. E expressa muito bem a minha preocupação quanto a formação dos PMs. Ela disse:

“Por favor, manifestem-se tbm em (…) para que eu possa me desestressar um pouco… Pau, cacete e bombaaaa!!!! kkkkkkk” (Fonte: facebook, editado).

Pois bem, realmente é estarrecedor e revelador de um pensamento repressivo, antissocial e do uso desenfreado da violência… Vamos para a análise.

As Polícias Militares no Brasil, tal como se encontram hoje representam e são um ícone na contramão do processo democrático que vivemos atualmente. Há exemplos, contrários, como o do PM de São Paulo que foi duramente atacado pela população e não fez uso da violência física legítima, aliás atitude que poderia ter mudado a sua vida.

As mobilizações sociais espontâneas experimentadas no mês de junho de 2013 no Brasil são a prova cabal de que, como a PM existe não pode permanecer, em função da relação que estabelecem com a sociedade ser pautada pelo uso violento e desnecessário da força, a origem desses episódios é pela formação equivocada que recebem nas unidades de ensino militar.  Isto porque, a formação desses profissionais é calcada num currículo retrógrado onde o cidadão precisa ser controlado e não respeitado. Essas são as heranças de uma Força que surge em 1968, a partir do AI5 onde as guardas civis foram substituídas pela Polícia Militar, tal qual a encontramos hoje.

É primordial que esse passado seja revisado e que se desmilitarize a Polícia Militar enquanto Instituição no Brasil. A falta no trato pessoal o certo prazer em reprimir e fazer uso da sua autoridade são resquícios que a sociedade brasileira tem ojerizado. Precisamos sim de uma Polícia cidadã que respeite e seja respeitada. Que entenda a natureza dos movimentos sociais, que estudem muita sociologia, direitos humanos, ciência política, antropologia e psicologia, com o único objetivo de buscar compreender a natureza da sociedade e as suas formas de organização e expressão. Essa Polícia não serve, pois o mesmo engajamento utilizado para reprimir uma rebelião num presídio tem sido utilizada para lidar com manifestações cívicas.

Pois bem, esse é o lado externo da manifestação e da truculência. Agora, pensemos nos processos endógenos que ocorrem dentro dos quartéis e unidades das policiais militares do Brasil. Como sabemos, essas estruturas são pautadas por hierarquia e disciplina, conceitos que existem em qualquer empresa ou organização do setor público e privado, no entanto, a forma com a qual são utilizadas dentro das PMs servem para diferenciar homens e mulheres, cujo o maior preceito é a desigualdade. Explico a intensa divisão entre “praças” (soldado, cabo, sargento, subtenente) e “oficiais” (tenente, capitão, major, tenente coronel, coronel) marca o funcionamento das casernas ocupadas pela Polícia Militar. Há uma intensa “perseguição” aos praças que tentam exprimir as suas opiniões e externar os seus pensamentos quanto a carga horária, procedimentos de formação, o questionamento a privilégios dos quais os oficiais gozam, como: 1) motorista particular; 2) punição exemplar dos praças e NENHUMA punição quando as arbitrariedades são cometidas por OFICIAIS; 3) falta de oportunidade de qualificação para os praças; 4) política de salário EXTREMAMENTE diferenciada entre praças e oficiais; 5) as corregedorias são tendenciosas, pois os crimes dos oficiais DIFICILMENTE são descobertas pela P2 ou pela corregedoria, bem como crimes denunciadas não tem o mesmo peso e medida para praças e oficiais; 6) não há uma regulamentação de carga horária equitativa para oficiais e praças, ou seja, há PMs que são praças que trabalham muito mais do que 52 horas por semana; 7) o atendimento médico é realizado por médicos que são oficiais e que de maneira geral, quando atendem um subordinado hierárquico, o tratam como tal, e não como um PACIENTE, sem dizer que em geral ouvem do oficial que estão ali no hospital para “acoxambrar”, ou seja, passar a conversa, estar fingindo uma doença para não trabalhar.

Com esses relatos queremos passar a imagem que o mal tratamento que a PM dá para a população é o mesmo que recebe dos oficiais. Justifica? Não! Mas nos auxilia no entendimento do porque de tantas irregularidades e truculências. O fim do regime MILITAR para a polícia ostensiva é um passo ao fim de desigualdades internas que causam reflexos externos nas ruas. Os praças não podem ser tratados como cidadãos de segunda classe, no dizer de Jessé Souza, e muito menos a população brasileira que encontrou e dirigiu sua voz para as ruas. Queremos sim, ser cidadãos…

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  1. Boa Doutora Vanessa, ajude-nos a se livrar desse resquício da ditadura por completo, pois como soldado não aguento mais ver adolescentes oficiais com o narizinho empinado se achando os donos das verdades. Ajude-nos a conquistar uma melhor polícia, pra mim, pra voçê e pra toda sociedade. Chega de ser cão de guarda de governadores e capacho de oficiais. Queremos a DESMILITARIZAÇÃO JÁ!

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      • Conheça a Policia Militar, depois faça seus comentarios, não se baseie apenas pelo comentário de um entre vinte mil. Se fosse uma força desmilitarizada faria diferente? Entregaria rosas em troca de pedradas? Vai estudar voce, é facil criticar, faça melhor, blogueira.

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      • Depois de doutorado numa universidade pública, vc quer que eu faça mais o que???? Acho que o sr. deveria ler mais e melhor para entender o que eu escrevi, pois a sua interpretação de texto é nota zero. Vamos estudar…

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    • Não fale besteira “anônimo”, ninguém te forçou a entrar na policia militar, como não te obriga a ficar, vá pra guarda municipal , que conquistar seu espaço faça por merecer. è ridículo que essa jornalista fala sem nenhum conhecimento

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      • É verdade Roberto, ninguém me obrigou a entrar, como também ninguém pode me obrigar a sair. Mas se eu não estou contente com a forma que ela está sendo administrada, posso tentar realizar mudanças que beneficie a maioria e não uma minoria como está hoje, torna- la mais justa, pois ela é uma instituição pública e não privada.
        Hoje vivemos numa democracia e esta palavra significa governo do povo e não de poucos. Portanto, tenho todo direito de tentar mudar o rumo polícia para torna-la mais justa, mais humana, pra mim, pra você, pra nossa colega blogueira e para toda a sociedade.

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  2. Pingback: Pau, cacete e bombaaa! | APRA

  3. Na verdade não se pode punir o funcionário publico por suas manifestações na internet, se não me engano existe um decreto sobre isso que foi publicado no último dia do governo Pessuti.
    Mas a senhora poderia colocar a foto deste post, para sabermos quem é a peça!

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      • Não entendi sua resposta, disse que no meu estado tem um decreto que veda a punição em casos de liberdade de expressão na internet, além disso pedi para colocar a foto do post (creio que não há ilegalidade nisto).
        O que tem a ver a P2? Quem falou de praças e oficiais?

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      • Oi juca, não colocarei a foto do post para não gerar um processo. Já estou farta de processos. Aqui no Paraná a P2 monitora alguns sites, blogs e páginas do facebook, mas o mais curioso é que é só os dos praças. Há colegas aqui que estão respondendo o quinto processo em função de publicações. Então, isso ficará no ar mesmo. Desculpa.

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      • Oi juca, não colocarei a foto do post para não gerar um processo. Já estou farta de processos. Aqui no Paraná a P2 monitora alguns sites, blogs e páginas do facebook, mas o mais curioso é que é só os dos praças. Há colegas aqui que estão respondendo o quinto processo em função de publicações. Então, isso ficará no ar mesmo. Desculpa.

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    • desculpe, mas “Na verdade não se pode punir o funcionário publico por suas manifestações na internet” serve para o funcionário público comum, regido por um estatuto não militar, os militares são regidos pelo RDE (Militar Estadual e Federal), código de conduta Estadual e leis que institui a Pm no seu estado, não têm jeito, se escapa de um é pego no outro. Esta afirmação não serve para um PM.

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  4. Sou praça… àqueles que me conhecem sabe que sou exageradamente questionador… mas não acho que a desmilitarização seja a solução… Não vejo que um regime que dure mais de 2.000 anos seja ruim, tem que sofrer mudanças claro.
    No caso de ROMA, por exemplo, caso o militar fosse competente ele poderia ser general… o que não ocorre hoje… assim, devemos buscar uma melhor capacitação e não somente acadêmica, e sim, humana, interpessoal… etc…

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    • Concordo com vc em parte, pois o modelo de militarização que temos vem das Forças Armadas, que possui outro foco e não tem contato com a sociedade como os policiais militares. O problemas são as arbitrariedades dos oficiais sobre os praças. Obrigada, pelo comentário.

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      • silva

        Olha eu como já relatei neste espaço não concordo com o senhor, devemos mudar sim toda a estrutura, pois os praça são massacrados, execrado pelos oficiais, estes que dizem ser os senhores da Lei.
        Nada contribui para a Polícia Militar, alto salário, diárias, e vivem preocupados com a sua promoção pessoal, a grande maioria destes.

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  5. Sou praça e sou tratado igual lixo, com abuso de autoridade e demonstrações de “poder” de um superior que tem menos escolaridade do que eu, então, como isso não vai afetar minha relação com a sociedade? Desmilitarização já!

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  6. Silva

    Concordo com a desmilitarização pois sofri 25 anos, a polícia precisa ter toda sua estrutura modificada.
    Salário digno a quem presta o serviço ao cidadão, aquele policial que está na rua precisa ganhar melhor, ele é o soldado, o cabo e o sargento.
    Hoje os oficiais tem altos salários e os soldados, cabos e sargentos ganham um miséria.
    Enquanto isso os Oficiais que tem mordomias, humilham os praças, isso precisa acabar,vivemos em um país democrático ou será que não.

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  7. Achei que pra falar assim com tanta propriedade pudesse ser alguem do meio militar, alguem que deixa sua familia pra cuidar de outras e de seus patrimonios todos os dias da sua vida sem conseguir folgar um mes em que ocorrem o periodo de carnaval, um final de ano inteiro curtindo com sua familia tanto o natal quanto o ano novo etc etc..Não creio, embora, tambem não seja contra a desmilitarização da Policia Militar, pois ela é a bucha de canhão pra solução de todos os problemas mesmo aqueles que não fazem parte da sua missão conforme prega a constituição., Sabemos que mesmo se criando uma outra espécie de órgão de segurança publica e esta para ser vista (ostensiva) tera que usar um uniforme (rasguemos a farda que tanto remete a dita cuja ditadura). pronto, qual sera o papel desta se não o mesmo de agora, com o mesmo poder de policia embora desmilitarizado.Disse logo acima Vossa Senhoria que bem fez a PM de São Paulo foi duramente atacada e não retrucou, porém aqueles que participaram desses atos contra as PM eram vandalos insanos, em alguns videos pude ver que eram rapazes aparentando ser classe media todos do tipo que frequentam academia e com certeza hoje em dai com a febre do MMA, foram pras ruas por em pratica o que aprenderam, o que é abominado pelos seus mestres, mas…. como V.S disse faz parte do processo democratico. Hoje usam a falta de educação como moleta, pois hoje as pessoas tem discernimento sim do que é certo e errado e sabem a melhor forma de se organizar e fazer bonito com em alguns estados, por exemplo aqui em Mato Grosso, onde não houve nenhum tipo de enfrentamento. Sabe Vossa Senhoria que em todas as profissões há os bons e maus profissionais, na PM realmente existem pessoas despreparadas ou não nasceram pra isto, pessoas que acabam abusando do poder e mancham uma corporação toda, porém o que difere este policial daquele outro, aquele medico, do outro,um advogado de outro. Em cada profissão nos cursos de formação aprendemos as mesmas coisas principalmente sobre legislação, direitos humanos etc. então por que todos os policiais não agem da mesma forma que outro ou seja partir pro arrebenta, por que são cidadãos assim como eu em que no dia em que houve um manifesto e eu estava nas proximidades da assembleia legislativa de serviço, pra onde marchavam os manifestantes pela avenida eu ouvia o barulho do povo e arrepiei não só eu mais alguns colegas também por que sabiamos que o povo fazia de forma pacifica e com respeito para com a policia e comentamos isso é pra mudar o Brasil pra todos nós. em alguns lugares os manifestantes do bem deixavam à vista àqueles que só queriam partir pro quebra quebra e dessa forma fica facil agir e ainda fomos aplaudidos!! A PM infelizmente até hoje pra qualquer tipo de ação de natureza policial sempre será criticada e vista como resquicio de ditadura, oras que ditadura se simplesmente cumprimos o que manda as leis e os governos que não são MILITARES, então por que remeter a ditadura. Espero que possas visitar alguns locais onde se formam novos policiais para que se de a oportunidade de ver e ouvir o outro lado. Não compactuo com atitudes erradas de colegas que não sejam aquelas previstas na legalidade e quando foge desta ou cai na corregedoria e desta dependendo do ilicito para a vara militar, para que ou seja punido conforme preceitua as normas militares ou seja excludio conforme inquerito policial militar. boa noite!!

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    • Na verdade sou R2 do EB. Eu concordo com parte do seu texto em todas as profissões há os bons e maus. E não acho que a Polícia deva ser assim medida, só acredito que o militarismo atrapalha o policiamento ostensivo e a vida de centenas de PMs que não tem direitos trabalhistas conquistados em sua maioria, no Estado Novo, ou seja, no início do século passado. E o problema é o tratamento que recebem. É de arrepiar o tratamento que vejo alguns oficiais dispensando aos praças. Agora, que é resquício da ditadura é. Qdo entro num quartel aqui no PR sou tratada com tal desdém que é de corar. Então, eles dão o tratamento que recebem. A PF funciona muito bem, faz operações fantásticas sem precisar do militarismo, mas com disciplina e hiearquia sim. O problema é o uso que faz das posições hierárquicas… Enfim, mas a luta dessas pessoas que estão nas ruas é por todos. E, entendo o seu sentimento qdo observou a mobilização.

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      • Como pode uma pessoa só falar tanta besteira? O militarismo só nos mostra que temos um dever a cumprir, e é servir nossa pátria, inclusive patriotismo que nenhuma outra força tem, hierarquia existe em qualquer profissão, então me mostre onde o militarismo atrapalha o policiamento ostensivo. Não divague, não haja com puro empirismo ou rancor, somos acima de tudo profissionais que respeitam os direitos de todo cidadão de bem, mas quando ele age contra a lei deixa de merecer tal respeito, agora que respeito a população tem por seus policiais? Como diz a máxima ” o povo tem a polícia que merece”.

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      • Parabéns Dr. Vanessa…
        Apreciei bastante o fio condutor do vosso discurso. Também defendo os mesmos ideais que a senhora. Acredito que o caminho a ser seguido na mudança de nossa segurança pública tem que passar pela conscientização da sociedade. Devemos ser muito sinceros e admitirmos que algo está errado. Acredito que a raiz do problema não esteja apenas na estrutura hierárquica da PM, devemos pensar melhor e admitirmos que esse é o problema imediato, mas que ele é apenas o reflexo de uma sociedade sem EDUCAÇÃO!
        Sem educação, no sentido de que somos despreparados para vivermos a democracia tal qual nos apregoa a nossa carta magna. Sem educação, no que se refere a busca da grandeza interior, nobre, dignificante, que trás alegria pelo simples fato de fazer o que é correto. Sem educação moral, e não me refiro apenas aquela ensinada na nossa época de bancos escolares, a EMC (educação moral e cívica), faço menção aquela ensinada no seio familiar, onde o que era errado é carinhosamente exposto ao pequeno infrator de maneira que este sinta-se tão envergonhado que sente-se impulsionado a mudar suas veredas. Falta-nos muita coisa, mas creio que nossa maior deficiência é de reservas morais, homens e mulheres de caráter, líderes “segundo o coração de Deus” como nos ensina a Bíblia. Note, esse não é um discurso religioso, mas os caminhos são tão paralelos que se tocam constantemente.
        E a questão que fica martelando nossa consciência nessa altura do campeonato é: Como mudar esse quadro tão desanimador e sem esperanças? Estamos famintos por mudanças, sedentos por justiça! Que o Eterno nos ajude e nos direcione a restaurar nossa sociedade, e enquanto esperamos por respostas e mudanças, façamos nós também a nossa parte, restaurando o pedaço do muro que está caído defronte a nossa casa!

        Soldado do extremo noroeste do Paraná

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      • Acho que esse tal de Roberto está pensando que a Doutora fala em acabar com as forças Armadas. Não é isso caro Roberto! As Forças Armadas continuariam militarizadas. Ela está falando em desmilitarizar a Polícia Militar, somente a Polícia Militar. Isso, também, não quer dizer o fim da hierarquia e disciplina, como muitos Oficiais pregam, porém estes pilares são necessários em Instituição que se prese. O que ela quer dizer com desmilitarização é mudar a filosofia na formação policial do combate ao inimigo para o servir ao cidadão, bem como, para acabar com a desigualdade que existe internamente entre oficiais e praças, transformando os praças de cidadãos de segunda classe ou quase cidadãos a cidadãos completos.

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  8. Comentário imbecil. O autor só pode ser um oficial frustrado. Certamente foi uma criança mau educada cuja mãe despreparada dizia “se não se comportar o guarda te prende” apontando para um Policial Militar. O autor certamente é daqueles “revolucionários” que busca coragem nos bares e sai dirigindo bêbado pela e que se diz injustiçado pelo Oficial que comanda uma blitz de trânsito e lhe dá o devido tratamento “legal”. E eu aqui, perdendo minutos com essa idiota.

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    • Puxa, agora eu é que não entendi a quem vc está se dirigindo. Bom, mas certamente a ideia de sair por aí alcoolizado é horrível, até porque fui atropelada por um imbecil bêbado e há mais de um ano tenho uma companheira inseparável: uma muleta, da qual certamente nunca mais largarei. E de R2 passei a muletante. Espero que a idiota não seja eu e sim a sociedade que não respeita as leis.

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  9. assim pensa a maioria dos praças, tem que haver mudanças é lógico! faz 2000 anos que está dando certo, mas não atende a realidade atual, por isso que os praças estão clamando por mudanças, eu estou com 25 anos de serviço PMPR e fico muito triste com tudo que acontece aqui dentro, só quem vivencia o dia a dia da caserna sabe os absurdos que acontece aqui dentro, graças a deus estou esperando minha reserva, quando sair vou soltar foguetes, tenho pena de quem fica, que meus colegas fiquem com deus, pois no futuro vão precisar de atendimentos psicológicos .

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  10. Você acredita que o militarismo atrapalha o policiamento ostensivo? Acredita? Você não sabe? Como pode defender a “extinção” do militarismo na Polícia? Você acredita que possa existir disciplina sem hierarquia? Você foi do exército e não da PM, o exército é treinado para a guerra, bem diferente do que a PM deve fazer. Acho que vc vê muita TV e basia seus conceitos na mídia sensacionalista que só objetiva vender notícias e que não tem compromisso com a verdade. As Polícias Militares no Brasil, trabalham muito, e não tenho constrangimento em dizer que é a PM que mantém a democracia nesse país. A Polícia Federal mal consegue fazer sua obrigação de impedir o tráfego e contrabando de todo tipo, que alimentam os demais crimes do país, e se apresentam algum resultado, é porque usam “recursos” militares, uniforme padronizado que muitos usam (uma farda), veiculos caracterizados e com luzes ostensivas (viaturas militares). O que me diz dos grupos especiais, tanto da Polícias Civis como da Polícia Federal que vestem fardas militares, portam armas em cinturões militares, têem treinamento exaustivo (militar), andam em viaturas “escrachadamente” ostensivas (característica militar). As polícias Civil e Federal deveriam ser “judiciárias” e civis (descaraterizadas), no entando utilizam-se de recursos militares para alcançarem seus objetivos institucionais. Os desvios e excessos dever ser coibidos sim, e rapidamente. O que me diz da velocidade da Justiça Militar? nem se compara com a Justiça comum que praticamente inexiste.
    Cara blogueira, disse um sábio, “toda generalização é burra”

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    • Duvido que um cientista efetivamente diga que uma generalização no ambiente acadêmico é burra. A ciência e o conhecimento acontecem a partir de casos específicos ou da possibilidade da generalização. Acho que lhe falta conhecimento sobre metodologia, ciência, epistemologia, etc. Bom, o resto deixemos para o fabuloso Nelson Rodrigues. No entanto, eu não tenho atrás de mim centenas de cientistas políticos, tenho alguns que concordam e outros que discordam do meu ponto de vista. Então, onde o Sr. vê generalização?

      Lhe informo que não tenho tempo de assistir TV e o que penso foi construído ao longo de quase 20 anos, lendo, estudando, discutindo, debatendo. Não se constrói um DOUTOR com TV. É preciso ler outras línguas, ler, ler e ler, estudar, refletir muitos e muitos livros e artigos….

      Agora o sr. mesmo respondeu a minha questão se é tão diferente ser do exército e da PM, porque vcs utilizam o RDE? Eu concordo que seja absolutamente diferente. O próprio GENERAL ADRIANO, afirmou em entrevista que isso não cabe. Veja bem, um general do exército, coisa que o sr. nunca será e nunca chegará no nível de conhecimento dele, pois é aparentemente um defensor cego da PM, para um Ten Cel. esperava mais do seu comentário, até porque sei que há “homens” sob o seu comando e exatamente por isso, há necessidade de se refletir sobre o desempenho da função da segurança pública, numa democracia madura como a nossa, pois as manifestações do mês de junho referendou isso.

      Outra coisa, a justiça militar é uma vergonha Cel, pois o próprio ministro Joaquim Barbosa já sugeriu a extinção da JM e o Conselho Nacional de Justiça está elaborando um documento nesse sentido, ou seja, extinguir, um órgão que julga apenas 600 processos por ano, num país com uma justiça morosa como a nossa, é de corar, não?

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    • É verdade, a “Justiça Militar” é eficiente até de mais, mas quando se trata de assunto de Praça. Quando se trata de casos de oficiais criminosos, ele não existe.É por isso e por inúmeras outras coisas, que polícia deva sim ser extinta. Agora o que vejo é oficiais desesperados tentando defender um assunto que não existe defesa, tentando manter seus status quo. A mudança pode demorar, mas ela é inevitável. Desmilitarização já!

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  11. Bom dia Vanessa …

    Se perguntarmos a qualquer cidadão de bem, que paga seus impostos em dia e contribui de maneira saudável para o desenvolvimento da sua família e comunidade, como ele vê as ações dos vândalos, que se aproveitam da cobertura da massa para praticarem atos criminosos contra as pessoas, as polícias, o patrimônio público e privado, com toda certeza teremos diversas manifestações no sentido de que, esse tipo de comportamento deve sim ser tratado dessa forma – repressivamente. Talvez esse comentário não tenha sido no sentido de dar tratamento generalizado para as manifestações. Até porque, tenho observado o trabalho das polícias no Brasil inteiro pelos diversos meios de comunicação e temos visto um tratamento pontual para os problemas. Não há posicionamento algum contrário as manifestações, até porque cabe ao operador de segurança garantir o exercício dos direitos constitucionalmente previsto na Carta Magna, assim como, a preservação da ordem pública. Então acho um pouco sensacionalista e descontextualizada alguns apontamentos colocados neste fórum. Problemas pontuais envolvendo “pessoas” ou “maus profissionais” não é privilégio da polícia. E isso nada tem haver com militarização. Os abusos mencionados dão a impressão de algo generalizado como se fosse uma regra dentro das organizações policiais. Abusos em relação ao status dentro de uma organização existem em todos os ambientes onde há hierarquia, e muito mais nos espaços privados de grandes empresas. Então há que se ter uma visão sistêmica e atual deste contexto, antes de haver um posicionamento no sentido de comparar o modelo atual de segurança pública com o modelo autoritário, impositivo e eminentemente repressivo dos tempos da ditadura militar. Há um abismo de distância daquele modelo, do modelo atualmente presenciado, em especial no sul do pais. Inclusive não entendi a dificuldade sobre o policiamento ostensivo feito pela polícia militar. Até porque as guardas municipais fazem policiamento ostensivo de fato, as polícias civis também, quando estão com viaturas caracterizadas. E em absoluto, o policiamento ostensivo não exemplifica o universo de ações policiais. É apenas uma das atribuições dentre tantas outras percebidas pela sociedade, quando recorre ao operador de segurança como representação física do estado para todos os tipos de demandas que talvez você nem imagine. Vamos refletir um pouco mais!!! Abraços!!!!

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    • Boa tarde, concordo em parte com o seu texto. E acho que onde houve bandalheira houve uma omissão das autoridades do Executivo que não souberam como usar a sua força policial. Só ressalto, que há imagens fantásticas em relação ao confronto entre a polícia e os que estavam a fim de fazer bagunça. Então, realmente se corre riscos ao se fazer um texto genérico, pois como pesquisadora da área de políticas públicas não acho que o militarismo seja a melhor saída para policiamento ostensivo. De repente, teríamos que fazer um seminário acadêmico para discutir esse tema. O General Adriano, no final do ano passado deu uma excelente entrevista nesse sentido, pois o RDE não deveria ser seguido pelas forças policiais. Podemos pensar em organizar um evento e discutir isso efetivamente de uma forma acadêmica. Abços e obrigada pelo comentário.

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  12. O problema é o famigerado RDE.
    Mas que os praças estão sonhando com o desmilitarização, isto é verdade.
    Querem policia de primeiro mundo com leis de quinto mundo.
    No Brasil é tudo ao contrário primeiro compra-se o carro depois vamos tenta tirar a Carteira para Dirigir o carro. Mas se a Policia parar é só dá um agrado. A sociedade como um todo, vive a Lei de Gerson.

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  13. Para se discutir a desmilitarização das polícias no Brasil é fundamental que se entenda o porque da adoção desse modelo. O Problema que vejo é o nome “militar” e não a forma.
    As polícias européias são militares é só ver a Gendarmerie francesa, os Carabinieri di Italia, GNR de Portugal entre outras.
    O Brasil adotou o modelo policial europeu continental, porém as polícias inglesas (existem 22 polícias na Inglaterra) possuem estrutura civil, porém com disciplina militar. Esse modelo foi aplicado nos países de colonização inglesa. O fato que poucos falam é que o modelo inglês é de polícia de aplicação de força, ou seja, aplicar a lei e quando isso não ocorre matar o oponente. Lembrem-se do caso Jean Charles ou do brasileiro morto com Taser na Austrália.
    Nos países continentais europeus e no Brasil a polícia faz o papel social que o resto do Estado não faz. Parto, socorrer pessoas, atuar em calamidade pública…
    Para finalizar, no dia em que as polícias forem desmilitarizadas todos farão greve por melhores salários e condições de trabalho. Vão colocar fogo em Roma.

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    • Acho que é mais complexo, os policiais civis também não podem fazer greve pois é um serviço essencial. Então, considero que o RDE utilizado para as PMs é uma forma de exploração desses trabalhadores que colocam as suas vidas em risco, possuem carga horária abusiva… Enfim, obrigada, pelo comentário.

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  14. “Por acaso me fiz inimigo por dizer a verdade” (Ap. São Paulo)

    Muita embora o Policial Militar faça parte da classe dos “idiotas úteis”, não nos reconhecemos assim e isso dificulta o entendimento a cerca de nossa cidadania, ou seja, seres híbridos, meio cidadãos, treinados e destreinados para defender os seres humanos, os quais possuem a hegemonia do poder politico e econômico, eliminando os marginais (classe) com base num sistema criminal que esconde sua função real em seu discurso (Prof. Juarez Cirino dos Santos). A Policia Militar é um microssistema, uma representação da super estrutura de poder, ou seja o grande sistema social (Michel Focault). Logo toda crítica a politica pedagógica sobre a formação do Policial Militar e sua forma de atuação frente aos cidadãos são pertinentes, muito embora em alguns casos extremos seja impossível fazer omeletes sem quebrar alguns ovos. Contudo, saliento que o grande culpado é o “Leviatã”, ou melhor os Gramscistas de esquerda, de centro e os de direita, (fisiologistas) que domesticaram o “Monstro” e o utilizam para oprimir o povo.
    Enfim, só a desmilitarização não resolve, mas é imprescindível que ocorra.

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  15. O que dizer então dos RDPMs que são usados por algumas PMs como a PM de São Paulo? E lembrando, que caso a Justiça Militar seja extinta, irá demorar muito mais para os processo tramitarem, como acontece hoje na justiça comum. Aproveitando a oportunidade, o que dizer então de outras intuições policiais como na alemanha, chile, e colombia que são instituições com formação militar e que gozam de um respeito incrivel da população? Sim que tem ocorrer mudanças isto é claro, aliás tais mudanças já estão ocorrendo, antigamente os instrutores ou melhor professores, eram todos militares, hoje civis já ministram aulas em nossas instituições. O que dizer então das em disicplinas de Direittos Humanos e Policiamento Comunitário entre outras. Outro ponto que não podemos deixar de mencionar, saõ os colégios militares tanto das policias militares ou do EB onde disponibilizam um alto nivel de ensino que é raro ser vista em colégios publicos, onde tal fato pode ser mensurado pela relação candidato/vaga para acesso a tais instituições de ensino, onde o civismo e o repeito as instituições são ensinados, locais estes que não ocorrem violência contra os professores e funcionários. Voltando aos cursos de formação de soldados e o dia-dia da caserna onde se apresenta um quadro de abuso dos oficiais contra os praças, discordamos pois a camaradagem e o espirito de corpo é praticado desde os bancos escolares. Finalizando, reafirmo mudanças terão que ocorrer, mas com toda certeza do mundo não passa pelo fim do militarismo, espero ter a oportunidade de receber a sua visita em meu local de trabalho e mostrar como é a realidade, acredito que as informações que são repassadas a sua pessoa são tendenciosas.

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    • Caro Cruz, concordo com vários tópicos do seu comentário. Até pq fui professora do CMC aqui em Curitiba. No entanto, como cientista política acredito sim, que mudanças são necessárias. O fato de criticar não significa destruir mas sim “re-significar” o funcionamento da caserna. Tenho relação pessoal com praças e oficiais do EB e da PM no Brasil. Em várias oportunidades estive conversando com o Cap Assunção, ex-deputado federal, o Wilson Picler que como dep federal pelo PR tinha uma agenda na área da Segurança. Tenho e tive inúmeras conversas com o Dep Federal Francischini e com o Dep Est Tadeu Veneri, bem como estive muito próxima a Cel Aparecida que possui uma agenda específica para as mulheres dentro da PMPR. Bem como, servi o EB durante quase três anos. Então, é impossível ter uma visão parcial do processo, pois transito com vários públicos. Quem sabe efetivamente podemos alinhavar um seminário de segurança pública para aparar as arestas e aproximar a academia da universidade. Obrigada pelo comentário. abços. vanessa

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  16. Dr. Vanessa, concordo em muito com a Senhora, todavia, entendo aqueles que defendem o militarismo nas insituições pois este realmente é algo belo de se ver, a honra e o respeito que a vida militar nos dá, embriaga realmente. Ocorre que o nosso militarismo está corrompido, maculado pela corrupção, desvio de poder, tráfico de influência, edonismo e ambição; por postos, cargos, títulos e bens, sim, bens, a ganância é o motor de toda corrupção, no militarismo corrupto não é difierente. A PM se tornou uma insituição anacrônica, mero instrumento nas mãos dos governos, não importa qual, basta que os dirigentes mantenham suas benesses pessoais.Pode ser qualquer partido ou ideologia, estando no poder é o que basta. Nosssa Milicia esqueceu para que e para quem existe. Não é uma polícia do povo mas do governo, não do Estado, mas do governo. Não cria nada, não inova e quando o faz, a ineficiência vem junto. O policial está desmotivado, sufocado, a herança da classe superior, ou devo dizer casta superior, para a classes inferiores é escala e cadeia! Os opaeracionais desistiram, cansaram de ser presos e processados e agora só querem conservar o emprego. Não é desabafo, é constatação. O militarismo puro é justo, é honrado, e se presta a um proposito…O nosso é uma caricatura.

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  17. Eu sou Soldado ha 16 anos, infelizmente já presenciei muitas arbitrariedades de oficiais na PMPR porém tenho que ficar quieto pois sou sempre ERRADO diante do militaristo arcáico, fica muito fácil alguém dizer que quem não está contente deve sair mais como sair se tem esposa, filhos pra criar e contas pra pagar, fácil é falar mais infelizmente a profissão aqui desempenhada não serve para atuação em outras áreas das empresas privadas e ainda quando alguém diz que foi policial e está procurando emprego já é olhado por baixo, com disconfiança.
    Realmente espero que o militarismo termine ainda antes que me aposente pois com mais sete anos de trabalho e as licenças especiais eu estarei aposentando se “DEUS” me abençoar.
    Não temos direito nem de ir pra rua como todos os Brasileiros fizeram no mês passado reveindicar nossos direitos. Será que não fazemos parte da população ou do povo?
    Que tipo de polícia é esta que não faz parte da sociedade nem do povo?
    Precisa sim ser mudada, mais precisa que alguem encabece o inicio de tudo. A esperança é a ultima que morre ainda a temos.
    Mais pode ter certeza, todos que estão criticando a sua matéria é oficial pois estão defendendo seus ossos né hehehehe.
    Pode ter certeza que os praças concordam em gênero, grau e conteudo com a sua matéria.
    Abraço e que Deus a abençoe.

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    • Muito obrigada. Tenho certeza que vc terá sua merecida aposentadoria e chegará lá com muita saúde. Realmente a maior parte dos meus críticos são oficiais, mas sigo levando umas bordoadas ali e levando outras, o importante é defender o que acreditamos, não é? Abços e obrigada.

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  18. Bom dia a todos ! De todos os comentários o que eu achei mais interessante foi o do Sr. Marcio Stange da Cruz. Realmente ele retrata a realidade. Nos dias de hoje os Colégios Militares ainda ensinam a BOA EDUCAÇÃO, o respeito às pessoas, às Autoridades, à Pátria…o Civismo, o que não vemos em outros colégios. Você liga a TV, é só porcaria que passa, tão ensinando uma criança a ser gay, chamar o pai e a mãe de você, e agredir professores na escola. Não sei aonde vamos parar com tudo isso.
    Abraços a todos…

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  19. Bom dia a todos, primeiramente gostaria de realizar uma grave correção na imagem postada logo no início do seu Blog, ninguém garante que aquele que esta carregando o PM seja um civil, pode ser um P2, mas posso garantir que o contrário ocorreu num número infinitamente maior, nossa missão é preservar vidas e depois aplicar a lei, lamento, segundo a sua afirmação, vejamos,

    ” que o título desse post tirei do facebook de uma oficial subalterna da PMPR. O conteúdo foi postado no dia 15 de junho de 2013. E expressa muito bem a minha preocupação quanto a formação dos PMs. Ela disse:
    “Por favor, manifestem-se tbm em (…) para que eu possa me desestressar um pouco… Pau, cacete e bombaaaa!!!! kkkkkkk” (Fonte: facebook, editado).”

    Não podemos atribuir a referida manifestação como doutrina da Corporação ou por uma formação Militar.
    Entendo todas as manifestações realizadas até o presente momento, porém muitas delas não estão sendo devidamente analisadas, primeiramente quero dizer que lí a entrevista realizada pelo Exmo. Sr. General de Exército Adriano, em momento nenhum ele criticou a formação Militar da Polícia, disse que as mesmas não deveriam adotar o RDE como regulamento disciplinar, deveriam adotar Regulamento Disciplinar próprio, digamos que concordo em partes.
    Nas reuniões realizadas pelo nosso Exmo. Sr.Cmt Geral da da PMPR a primeira preocupação do mesmo é justamente com a segurança e o bem estar de nossos comandados, em todas as reuniões ele frisa a necessidade da aproximação com a tropa e o bem estar da mesma, isso não quer dizer devamos compactuar com desvios de condutas de oficiais ou praças. Ninguém mais preocupado com a disseminação e aplicação das doutrinas de Polícia Comunitária do que a nossa PMPR. Não é a questão militar que deve ser discutida, mas a correção de atitudes de todos os nossos integrantes, não vi em nossos bancos acadêmicos aulas que ensinem a descumprir as leis, pelo contrário, exige-se ao máximo o devido cumprimento.
    Na PMPR quando se ingressa como soldado pode-se chegar ao posto de Coronel, não é fácil mas existe a possibilidade, é necessário muita dedicação, em outros órgão públicos isso não acontece, por mais que vc se dedique não existe como, por exemplo, um agente ou escrivão de polícia se tornarem delegados sem um novo concurso público, logo devemos pensar muito quando criticamos a nossa Corporação. Lógico que existe injustiças em nossa Corporação, no entanto o RDE é bastante claro e define como o superior deve tratar seus subordinados e como os subordinados devem tratar seus superiores hierárquicos, aquele que não os cumprem é que estão errados, sejam oficiais ou praças.
    Disciplina e hierarquia existem em todos os segmentos da sociedade, na igrejas, nas empresas, nos setores públicos e desde que o mundo é mundo, vejo no seu blog várias manifestações contra o sistema militar na polícia, será que estas manifestações são decorrentres de injustiças ocorridas ou por terem sidos punidos e não entenderam o fator educativo da mesma? Acredito que possa ter ocorrido tanto uma como a outra, mas não podemos condenar o sistema militar por isso, mas sim as pessoas; lógico que em uma empresa privada ou outro órgão público civil isso não ocorreria, tudo lá fora é perfeito. Nós militares não podemos nos deixar levar por discussões que procuram nos enfraquecer, devemos sim procurar corrigir aquilo que achamos que esta errado e não procurar uma desarmonia entre praças e oficiais, somos uma grande família e aqueles que assim não entendem é que com certeza estão na profissão errada. Não podemos ser considerados errados por cultuarmos os símbolos nacionais ou por amarmos nossa pátria, a nossa missão é um sacerdócio, em nenhuma outra profissão se faz o juramento de cumprir nossa missão com o sacrifício da própria vida, isso não é vergonha mas sim muito orgulho, não é por acaso que o brasão de nossa corporação esta colocada ao lado esquerdo de nossa farda, logo acima do coração, é preciso amar a Corporação e principalmente a população pois é por ela que lutamos diariamente, com o iminente risco de não voltarmos aos braços de nossos entes queridos. Assim como vc Vanessa, também R2 e sei muito bem qual é a diferença entre as duas Corporações.
    Não há necessidade de se esconder ao se manifestar, lógico que os mal intencionados vão dizer que digo isso por ser oficial, mas não conquistei esta condição de graça, foi preciso desde criança muita disciplina e determinação, até porque não nasci em berço de ouro, precisei trabalhar para pagar meus estudos, mas isso não vem ao caso, cabe a cada um o seu quinhão, o que queria dizer é que as manifestações a favor ou contra o sistema militar devem ser realizadas com fundamento, pautado em algo que se possa realmente discutir e não apenas por um momento de raiva de pessoas ou situações pontuais que poderiam ser diferentes se as pessoas envolvidas cumprissem pelo menos o que realmente consta no tão criticado RDE.
    Aceito as criticas que virão com que escrevi, àqueles que criticarem com razão irei rever meus conceitos, àqueles que me criticarem por raiva ou simplesmente por poder se manifestar no anônimato também não me ofenderei pois acredito que
    ” NA BOCA DE QUEM NÃO PRESTA, QUEM É BOM NÃO TEM VALIA”.
    Desejo a todos Saúde, Força e União.

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    • Prezado Elias, concordo com o seu texto, as vezes condenamos o RDE, mas ele não é o grande culpado, se fosse efetivamente cumprido, especialmente, na relação entre praças e oficiais. Também não abomino hierarquia e disciplina, pois ela está presente em todas as organizações, privadas ou públicas. E existe dentro das nossas casas. O poeta cantor disse e eu concordo: disciplina é liberdade. E problemas todos temos, no entanto, faz parte do crescimento e aperfeiçoamento o debate e a discussão.

      Sr. Elias, se é um civil ou um P2 na foto eu não sei, mas que a foto é muito chamativa e bonita é, pois os PMs, praças e oficiais são todos cidadãos e daí vem a beleza da imagem, pois temos que caminhar juntos, os benefícios de uma democracia aperfeiçoada é para todos os BRASILEIROS. O meu papel aqui é provocar o debate, e já que foi tão intenso pretendo organizar um seminário com esse tema. Abços e obrigada!

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    • Sr. Elias, qualquer policial tem o conhecimento de que regras existirão, com o RDE ou sem. O problema é que os dispositivos que consta nesse regulamento são muitos subjetivos, englobando qualquer situação e, como todos sabem, afeta o princípio da legalidade, tornando-o inconstitucional para os dias de hoje. Além disso, como todos sabem e está mais que provado que os oficiais se utilizam desse regulamento de forma irresponsável, não com o intuito de educar, mas sim para coagir o Praça, humilha-lo e até excluí-lo, pois são os oficiais que comunicam um fato e depois julgam; mas quando se trata de crime de oficial, aí entra o tal de corporativismo entre vocês, tentam abafar o caso, esconde o oficial em alguma seção e o pior, não divulgam em boletim interno a resolução do caso dele, o que também afeta o princípio publicidade da administração pública, causando um ambiente de impunidade para oficial e de extremo rigor ao Praça, sendo que os dois são funcionários públicos.
      Quanto ao bem estar dos comandados, isso é uma falácia dita por vários comandantes, pois como todos sabem também, a diferença entre o soldo do coronel e o soldado era de 33% se eu não me engano, hoje o soldado não chega a ganha 20%. Essa é a preocupação com o bem estar? Devido a isso, a polícia se dividiu entre oficial e Praças, pois o primeiro que se diz representar a tropa, está apenas representando a classe dele, quanto que o segundo, agora tenta derrubar essas atrocidades de que eles são vítimas e criar um sistema mais justo, de acordo com a nossa Carta Magna, desprezada no ambiente militar.
      Portanto Elias, a polícia necessita de reformas urgente, pois do jeito que está não dá mais. O Praça não pode mais ficar na mão de vocês (oficiais), por isso defendo o fim do militarismo e do RDE, para que todos sejam julgados por um juiz de direito de forma igual, independente de ser oficial ou Praça. Assim o comandante geral não terá a última palavra, como está atualmente.

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  20. Mesmo com o decreto do Governador, várias praças foram punidas na PMPR no ano de 2010, 2011 por expressarem opinião em redes sociais. A P2 trabalhou duramente contra esses praças e os processos foram sumários, esta tudo registrado em documentos. Nunca ouvi falar em punição para Oficial, o peso do regulamento é maior quando é uma Praça. A Dra. tem toda a razão, a truculência da PM com a população e um reflexo das contradições internas da caserna, algo deveria mudar, talvez uma carreira única dentro da PM.( soldado a coronel)..

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  21. Cara Dra Vanessa, creio que a questão em si não se trata do militarismo pura e simplesmente. Considero o militarismo essencial em uma instituição cujo emprego deve se dar em todas as situações possíveis, inclusive em calamidades extremas. Existem situações em que somente a disciplina militar consegue fazer a instituição funcionar. Veja que a estrutura militar existe nas polícias de quase todos os países do mundo. Quando falamos em Polícia Militar estamos falando de 27 instituições no Brasil, então não se deve generalizar. Como exemplo cito a PM de São Paulo que diariamente faz mais de 20 mil auxílios ao público, auxílios estes que deveriam ser feitos por outros órgãos públicos, mas por ineficiência destes tal incumbência recai sobre a PM, que bem ou mal atende a população 365 dias por ano, chova ou faça sol. Como cientista política, pesquise o currículo de formação dos policiais e veja a carga horária da matéria Direitos Humanos e como é valorizado a integridade de todos os cidadãos.
    A PM só age com mais energia quando a ordem é quebrada e age para assegurar a garantia dos direitos constitucionais.
    E outra coisa, Chamar o governo militar de ditadura é um exagero.
    Houve restrições a alguns direitos, nos momentos mais críticos, mas ainda assim existiam eleições(indiretas mas ainda eleições), partidos políticos, e em alguns casos mais liberdade do que se tem hoje. Site pelo menos uma ditadura com estas características e que em 21 anos tenha sido responsável por cerca de 400 mortes, isso contando os desaparecidos. Cuba e Coréia do Norte são sim exemplos claros de ditaduras.

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  22. Olá Dra. vanessa. Creio que o debate será salutar e elucidador. O problema do militarismo não está na sua constituição, está na sua prática destorcida no interior das casernas, por isso o debate é bem vindo. A legislação propriamente militar (código penal militar), penso que sirva mais ao tempo de guerra e está arcaica para aplicação a organismos policias. Os regulamentos, se fossem cumpridos igualmente para oficiais e praças, seriam excelentes. Então o problema está nas pessoas e não no sistema. Ou seja, está nas pessoas que operam o sistema militar a sua vontade e volúpia e estão colocando o sistema em cheque. O sistema remete as pessoas, principalmente devido a formação, que inclui junto com o conhecimento que deve ser recebido, práticas como inundar o formando a oficial policial militar com um orgulho desmedido e a soberba e junto com isto meios usuais de usurpação que levam a ignorar as leis e as regras (isto para quem manda) quando se trata da relação com as praças. Para as praças o rigor da lei. Quanto as praças, obedecem as leis quem é subordinado e tem juízo. Isto precisa mudar e se para mudar for necessário mudar a condição de militar é preciso debater. É preciso mudar toda uma cultura e uma ética destorcida que está nas pessoas devido a prioridade que existe em forjar caráter antes da preocupação com o conhecimento para formar policiais. As pessoas com posição de comando jamais admitirão isto. Então em um debate é preciso antes de mais nada a sinceridade e se houver a participação de praças que estes não sejam perseguidos por falar a verdade e o que realmente sentem pelo sistema que se tornou injusto por interferência de pessoas sem ética e sem respeito a direitos. Mas fica um grande problema. Como mudar toda uma cultura, vejo que o grande problema realmente é: mesmo que mude a condição militar, a cultura de abuso de poder não vai mudar, justamente por isso, é uma cultura enraizada.

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