Não foi acidente

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Dor

Ontem, dia 03 de agosto de 2014, completei 24 anos como sequelada do trânsito brasileiro. Dizia até então, que eu era vítima de um acidente de trânsito. Opa, não foi acidente! O sujeito que me atropelou cometeu ao menos 03 infrações:

1) “furou” o sinal vermelho;

2) ultrapassou pela “direita”;

3) estava alcoolizado. E, detalhe, após o atropelamento tentou fugir, mas foi detido por dois policiais militares, na fria noite de 03 de agosto de 1990.

Pois bem, porque estou publicando isso? Quero ser vítima?

Não! Quero sim, ser a propaganda da dor e do sofrimento que o Trânsito pode causar. Para me usar como exemplo, de que, segundos de imprudência e negligência no Trânsito tem resultados que podem ser carregados durante toda uma vida. No meu caso, fui atropelada por uma moto há 24 anos, como já disse, e há 06 anos e meio sinto dores excruciantes que me colocaram na Morfina há dois anos. Vejam, há dois anos, além da morfina tomo mais 14 comprimidos por dia. E, só tenho 41 anos!

Não podemos mais continuar com esse Trânsito e essa resistência cultural que os brasileiros tem às Leis e às Normas. Precisamos de educação e consciência no Trânsito. Há 24 anos atrás fui eu, mas hoje, amanhã ou depois pode ser você, um amigo, um familiar….

Por dia, produzimos duzentas mortes no Trânsito, por ano tiramos 50 mil vidas. Para quê? Para chegar um minuto antes?Por que somos espertos? Por que temos malandragem? Por que estamos acima das leis? Para enfrentarmos alguém com o clássico, sabe com quem está falando?

Tenham certeza de que essa sensação de micropoder da qual somos tomados quando entramos em nossos carros e olhamos o pedestre ou o motociclista como alguém que nos atrapalha e que temos o “poder” de avançar, ameaçar e jogar o carro sobre eles para a satisfação do nosso ego. Essa pessoa é uma pessoa como nós é um pedestre que tem vida, não é uma massa amorfa ou um inferior social. Estamos esquecendo da função da sociedade que é a proteção.

Quantos sequelados e mortos queremos produzir?

Peço, aos amigos do facebook que compartilhem e divulguem o meu desabafo. E, se alguém em algum momento lembrar do meu sofrimento e das  minhas doses de morfina e demais medicamentos DIÁRIOS, e isso o fizer uma pessoa melhor no trânsito um ÚNICO DIA, ou até horas, isso já valerá a pena.

Precisamos mudar e depende de cada um de nós, pois o nosso problema é cultural…

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