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Entrevista com o SESP/PR Wagner Mesquita – Sobre Inquérito Policial

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Entrevista com o SESP/PR Wagner Mesquita – Sobre Inquérito Policial

O Blog da Vanessa Fontana em conjunto com a APRA – Associação de Praças do Estado do Paraná, entrevistou o Secretário Estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, na condição de Delegado Federal – função em que atuou por mais de 13 anos – sobre a importância do Inquérito Policial no Sistema de Política Criminal Brasileiro.

Wagner Mesquita - Vanessa Fontana

O nosso intuito com a entrevista foi o de ouvir uma perspectiva técnica que envolve a construção pré-processual de um Inquérito Policial, sua importância no cenário brasileiro em relação a outros países. O intuito foi o de traçar um paralelo com a Doutrina Jurídica Garantista que coloca sob o Inquérito Policial uma carga negativa muito grande, diria até ideológica demais, fugindo um pouco do que devemos ter durante a formação acadêmica.

Por outro lado, o Inquérito Policial é muito importante no desenvolvimento da atividade policial e tem consequências sérias sobre a vida daqueles que de alguma forma precisam de uma jurisdição penal.

Assim, com essa entrevista o leitor terá a oportunidade de conhecer o outro lado. No link abaixo acesse a entrevista.

Entrevista com o Wagner Mesquita – SESP/PR

Contei com a colaboração para o desenvolvimento da entrevista com a Klyssia Maximiano, acadêmica de Direito da FAPI e da Victória Fontana, acadêmica de jornalismo da UNIBRASIL que gravou a entrevista e a editou.

Klycia - Wagner Mesquita - Vanessa Fontana

Cabe ressaltar o grande interesse acadêmico do Secretário Wagner Mesquita, que cursa mestrado em Criminologia, para debater assuntos que estão presentes no desenvolvimento da atividade policial e daqueles que lidam o Sistema de Política Criminal.

Victória Fontana - Wagner Mesquita

A cultura da tutela: um case

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Pessoal, preciso compartilhar com vocês algo curioso que tenho experimentado em minha loja – Vanessa Fontana Armarinhos e Artesanato – desde que criei o Clube do Livro. Aqui temos uma foto do projeto.

Clube do Livro - Armarinho & Artesanato

Faz uns dois meses que criei um modelo para deixar os livros disponíveis para as pessoas  terem acesso aos livros em frente a Loja. Até aí tudo bem… O Projeto está indo de vento em polpa, pois a comunidade tem colaborado com doações, livros vão e vem…histórias e experiências vão e vem…

Mas o curioso é a atitude das pessoas frente aos livros… Muitos entram com identidade na loja para fazer um cadastro ou algo que o valha… E, dizemos que não precisa… As pessoas insistem e dizem coisas assim:

  1. Mas a minha identidade está aqui…
  2. Meu nome é…
  3. Eu tenho comprovante de residência…
  4. Eu moro na rua tal…
  5. Quanto tempo eu tenho para ler…

livros

Nossa resposta, invariavelmente é: pode pegar o livro que você quiser… Mas como assim? As pessoas indagam… Na verdade elas querem um CONTROLE, um LIMITE que nós não damos…. as pessoas são livres para pegar, devolver, trocar, enfim…

Mas a ficha demora para cair… a experiência tem sido linda… pelo projeto estar indo bem e pela surpresa das pessoas pela nossa falta de controle…. ou diria liberdade, emancipação… cidadania… de fazer e de agir sem ninguém tutelá-lo…. é um simples livro, mas o significado da experiência tem ido muito além…

Arte com Ciência: Henry Kaminski

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Esse é o cara…meu grande professor e mestre de processo civil, excelente didática, equilibrado e melhor ainda, ciente dos limites epistemológicos dentro de uma sala de aula…Professor Henry Kaminski … vc me dá orgulho como aluna e professora.

Fiz p ele um porta cartão customizado… Arte com ciência!

Henry Kaminski

A delação do fim do mundo…pode ser um começo…

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Pois bem, nada está fácil no Brasil, economia, política, violência… poderia fazer um post inteiro só indicando nossas mazelas. Mas como brasileira que sou e cientista política também vou lançar um outro olhar sobre essas conjuntura da Lava-Jato. De fato, estamos tendo a oportunidade de reinaugurar a República, com o sonho de cidadãos ativos e participativos, de um país que até ontem só punia e prendia os pobres, negros e moradores da periferia. Pois bem, mas tem uma elite branca que brada aos quatro ventos que estão querendo usar esses políticos como exemplo e se vingarem. Não é o que eu vejo….

1984_poster

E, digo o que vejo, por um instante lembro de um livro do Whright Mills – O imaginário sociológico, onde ele falou dos white collars, os crimes de colarinho branco, e não posso deixar de perceber isso como um avanço. Pois, até então, quantos membros da elite foram punidos pelo sistema penal? – Respondo novamente, negros e pobres. Não dá para olhar e não ver. Mas há muitos que não veem porque não veem e porque não querem ver que o Brasil está mudando sim.

Me entristece olhar para o Brasil que o PT, enquanto partido, fez questão de dividir e essa ruptura foi tão grande que atingiu os que deveriam pensar, no sentido teleológico da palavra, isto é, romper o senso comum. Mas as academias, especialmente, as públicas estão contaminadas pelo senso comum … e quando paro e observo não me sai da mente o livro de George Orwell.

Creio que demoraremos mais de duas décadas para que o pensamento acadêmico se descontamine e volte a fazer ciência, ao menos, na área das ciências sociais e sociais aplicadas.

PM e as mortes em Vitória

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Hoje chegamos ao terrível número de 113 mortes na capital do Espírito Santo. Dados efetivos de uma guerra civil. Esse caos me faz lembrar um evento sobre segurança pública que participei na UFPR. Estava na mesa um coronel aposentado de SP, que disse que a polícia militar é violenta no Brasil inteiro e que não serve para nada. O caos vivido em Vitória demonstra o efeito simbólico da PM nas ruas de uma cidade. O que diria esse coronel da PM?

Óbvio que existem outros fatores sociológicos que explicam porque não somente pessoas do mundo do crime estão cometendo crimes, mas também pessoas que nunca se envolveram com delitos. Isso nos faz pensar sobre várias questões de segurança pública e do papel ineficaz do Estado Brasileiro. O caos instaurado e sequer temos Ministro da Justiça….

 

 

 

 

 

 

 

2017 promete…

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Há muito não escrevo no Blog, há mais de seis meses.

Vanessa Fontana

Muitas mudanças ocorreram tanto na minha vida pessoal quanto no Brasil. Fui demitida do UNINTER, após 15 anos, a alegação foi de que o meu salário era muito alto… e com esse valor poderiam pagar 04 mestres… Setor privado é assim… Daí me pergunto, qual o valor de um Doutor no Brasil? – A minha demissão deixou bem claro… qual é o valor… é uma coisa… tipo fast food…  Entrei na justiça para reparar esse erro, que entendo ter sido a minha demissão, pois a legislação é muito clara em relação a isso, artigo 93 da Lei  8213/1991. Pois bem, entramos com uma medida cautelar…. Atenção… 06 meses se passaram e ainda não há uma decisão em relação a reintegração. Justiça que é lenta não é justiça….

Pois bem, quanto ao Brasil… na política e na economia, decepção mais decepção. A morte do Ministro Teori Zavascki me abalou de uma forma contundente, como pode isso ter ocorrido? – Michel Temer se apresentou muito menos comprometido com a melhoria do Brasil do que eu imaginava. Tem habilidade política sim, mas o seu intuito é mudar para manter tudo igual. Está difícil, muito difícil. Agora o PT se aliando ao PMDB para destruir a Lava Jato…

Será que o Brasil tem jeito? – Doutores são demitidos porque são caros…. os cargos públicos comissionados lotados de pessoas cobrando favores… tecnicismo nenhum, com raras exceções, enquanto isso, nós brasileiros, pagamos o preço:, saúde péssima, educação péssima….segurança péssima, trânsito péssimo…. tudo péssimo….

 

ELEIÇÕES 2016: Greca e Leprevost

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Três Cenários em Curitiba

duvida

Pois bem, 100% das urnas apuradas, em 02 de outubro de 2016, e Curitiba terá segundo turno.

Cenário 01: Rafael Greca

Graças a queda vertiginosa de Rafael Greca, que se envolveu em declarações conturbadas sobre um popular de rua que ele socorreu, mas disse não ter suportado o cheiro do homem e vomitou, mas ainda assim o socorreu, perdeu mais de 15 pontos na corrida eleitoral. Palavras mal colocadas, mas apesar disso ele teve capacidade para sair como primeiro colocado e seguir para o segundo turno.

Cenário 02: Ney Leprevost

Leprevost não tinha chance alguma, segundo as pesquisas eleitorais, até a desastrosa declaração de Greca, pois bem, os votos de Greca migraram para Leprevost o que o colocou no segundo turno de forma inesperada. Fez uma campanha redonda, propositiva, se afastou dos embates e acabou conquistando o voto de quem se decepcionou com o Greca e não queria o falido Gustavo Fruet.

Cenário 03: Gustavo Fruet

Vamos combinar, que nenhum curitibano que tenha orgulho de sua cidade estava satisfeito com a gestão de Fruet, aliás a não gestão, se mostrou medroso, nada audaz, sem visão de Estado… enfim sem qualquer perfil para a gestão pública. O que Fruet fez pela cidade? – Nada. A resposta dessa insatisfação veio hoje com a recusa de Fruet como prefeito.

Essa é a avaliação do processo eleitoral de hoje. Agora precisamos refletir sobre o caminho do segundo turno.