Arquivo da categoria: administração pública

Administração Pública, Política, Atualidade.

A crise e os trapalhões

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Retomando o blog… com a replicação de um post que fiz no facebook a respeito da crise que envolveu o Sr. Bebiano e o Clã Bolsonoro.

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Essa crise política, faz jus a um programa “os trapalhões”. Bebiano provou que conversou, Bolsonaro provou q é baixo clero ainda… Pois bem, q saiam os garotos e cheguem os adultos, pois precisamos de governo e estado laico. A ficha desse povo não caiu, isso q a oposição ainda nem precisou se manifestar. A qualidade do Executivo é péssima e pelo jeito a leva de parlamentares federais tb. Não temos políticos com liderança, com a palavra apenas o Senador Randolfe e pelo jeito o deputado federal Molon, que tenta acertar, olha o nível, pois esse parlamentar até ontem professava uma fé partidária.

Confesso q conversei com lideranças de alguns partidos aqui na terra dos pinheirais, com o intuito de ingressar num partido com as minhas bandeiras, lutas e história de vida, somar… Mas confesso ter encontrado algo pior que o vazio, encontrei mesquinharias, espíritos pequenos, individualistas, trapaças e também fofocas… cadê as pessoas de espírito público? Aceito apontamentos…

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Prof. Pedro Magalhães Ganem comenta a Lei 13.546/2017

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Segue excelente publicação do Professor e Jurista Pedro Magalhães Ganem sobre a Lei 13.546/2017.

https://pedromaganem.com/2018/04/18/homicidio-culposo-na-direcao-de-veiculo-automotor-e-a-embriaguez/?subscribe=already#blog_subscription-3

Ética nos Tribunais

 

 

POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS

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Minha interpretação do filme: Polícia Federal – A Lei é para Todosimpeachment

Apresenta alguns fatos reais que marcam a operação Lava Jato e alguns atores políticos envolvidos. O foco, como o próprio título aponta, é a Polícia Federal – PF, o Ministério Público e o Juiz Sérgio Moro. No filme, o MP é discreto, bem como, o Juiz Moro tendo que tomar decisões difíceis, mas com cautela, esse é olhar do diretor sobre os fatos. Apresenta a corrupção mais ligada ao PT, fato que não causa estranheza já que era o partido no poder, são os fatos. No entanto, lembram que a investigação atinge quase todos os partidos políticos, com destaque evidente além do PT, o PMDB, o PP e o PSDB.

A PF é a estrela mais brilhante, conduzida por meia dúzia de delegados que querem fazer a diferença numa cultura que banaliza a corrupção, o objetivo é passar o Brasil a limpo, são predestinados, mas para tanto, precisam lutar contra o Sistema Político e uma estrutura – que ficou muito mal no filme – para além do sistema político, o judiciário na figura do STF, como o locus de impunidade dos crimes de colarinho branco, porque é lento na condução dos processos; e justiça tardia não é justiça.

Esses iluminados da PF, jovens-adultos-idealistas que legitimam sua atuação afirmando que não devem nada a ninguém, porque foram aprovados em concurso público e por isso tem que fazer a coisa certa (e o certo é não temer os grupos poderosos: ex-presidentes da República, ministros de Estado, altos executivos, etc). E na minha opinião, fizeram bem ao não se intimidarem diante de pessoas que praticaram condutas tipificadas como corrupção, e que corrupção… afinal de contas, estamos falando de bilhões!

Qual a maior fragilidade do filme é apresentar um grupo de redentores: a PF. Esse é o grande problema, pois o filme constrói uma narrativa salvacionista, ou do bem contra o mal, e eles são o bem, isso não me atrai porque é muito maniqueísta e esse jogo é muito mais complexo. Ninguém é somente bom, na verdade tenho uma visão antropológica negativa dos homens, mas o Brasil é mais do que isso.

Entrementes, o que mais me incomodou foi à criminalização da POLÍTICA, pois afirma que todos os políticos são bandidos, essa mensagem passa a ideia de que a política é dispensável, pois é corrupta, e toda generalização é perigosa. A política é a saída mais importante, senão a única, para esses problemas que enfrentamos desde 1500 até os dias atuais, uma cultura política de que a vantagem é o nosso ethos. Não queremos mais isso, o que vem pela frente não sabemos, o caminho é como o de um fluxo de água sem controle, a única certeza é de que o Brasil não pode ser mais o mesmo após a Lava Jato.

E mudar não significa nos apoiarmos no MP, na PF, no juiz Sérgio Moro, muito menos no STF, depende de todo e qualquer brasileiro que esteja esgotado de ser um subcidadão… CULTURA se muda da sociedade civil para o estado e não o contrário….

Entrevista com o SESP/PR Wagner Mesquita – Sobre Inquérito Policial

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Entrevista com o SESP/PR Wagner Mesquita – Sobre Inquérito Policial

O Blog da Vanessa Fontana em conjunto com a APRA – Associação de Praças do Estado do Paraná, entrevistou o Secretário Estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, na condição de Delegado Federal – função em que atuou por mais de 13 anos – sobre a importância do Inquérito Policial no Sistema de Política Criminal Brasileiro.

Wagner Mesquita - Vanessa Fontana

O nosso intuito com a entrevista foi o de ouvir uma perspectiva técnica que envolve a construção pré-processual de um Inquérito Policial, sua importância no cenário brasileiro em relação a outros países. O intuito foi o de traçar um paralelo com a Doutrina Jurídica Garantista que coloca sob o Inquérito Policial uma carga negativa muito grande, diria até ideológica demais, fugindo um pouco do que devemos ter durante a formação acadêmica.

Por outro lado, o Inquérito Policial é muito importante no desenvolvimento da atividade policial e tem consequências sérias sobre a vida daqueles que de alguma forma precisam de uma jurisdição penal.

Assim, com essa entrevista o leitor terá a oportunidade de conhecer o outro lado. No link abaixo acesse a entrevista.

Entrevista com o Wagner Mesquita – SESP/PR

Contei com a colaboração para o desenvolvimento da entrevista com a Klyssia Maximiano, acadêmica de Direito da FAPI e da Victória Fontana, acadêmica de jornalismo da UNIBRASIL que gravou a entrevista e a editou.

Klycia - Wagner Mesquita - Vanessa Fontana

Cabe ressaltar o grande interesse acadêmico do Secretário Wagner Mesquita, que cursa mestrado em Criminologia, para debater assuntos que estão presentes no desenvolvimento da atividade policial e daqueles que lidam o Sistema de Política Criminal.

Victória Fontana - Wagner Mesquita

A delação do fim do mundo…pode ser um começo…

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Pois bem, nada está fácil no Brasil, economia, política, violência… poderia fazer um post inteiro só indicando nossas mazelas. Mas como brasileira que sou e cientista política também vou lançar um outro olhar sobre essas conjuntura da Lava-Jato. De fato, estamos tendo a oportunidade de reinaugurar a República, com o sonho de cidadãos ativos e participativos, de um país que até ontem só punia e prendia os pobres, negros e moradores da periferia. Pois bem, mas tem uma elite branca que brada aos quatro ventos que estão querendo usar esses políticos como exemplo e se vingarem. Não é o que eu vejo….

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E, digo o que vejo, por um instante lembro de um livro do Whright Mills – O imaginário sociológico, onde ele falou dos white collars, os crimes de colarinho branco, e não posso deixar de perceber isso como um avanço. Pois, até então, quantos membros da elite foram punidos pelo sistema penal? – Respondo novamente, negros e pobres. Não dá para olhar e não ver. Mas há muitos que não veem porque não veem e porque não querem ver que o Brasil está mudando sim.

Me entristece olhar para o Brasil que o PT, enquanto partido, fez questão de dividir e essa ruptura foi tão grande que atingiu os que deveriam pensar, no sentido teleológico da palavra, isto é, romper o senso comum. Mas as academias, especialmente, as públicas estão contaminadas pelo senso comum … e quando paro e observo não me sai da mente o livro de George Orwell.

Creio que demoraremos mais de duas décadas para que o pensamento acadêmico se descontamine e volte a fazer ciência, ao menos, na área das ciências sociais e sociais aplicadas.

ELEIÇÕES 2016: Greca e Leprevost

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Três Cenários em Curitiba

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Pois bem, 100% das urnas apuradas, em 02 de outubro de 2016, e Curitiba terá segundo turno.

Cenário 01: Rafael Greca

Graças a queda vertiginosa de Rafael Greca, que se envolveu em declarações conturbadas sobre um popular de rua que ele socorreu, mas disse não ter suportado o cheiro do homem e vomitou, mas ainda assim o socorreu, perdeu mais de 15 pontos na corrida eleitoral. Palavras mal colocadas, mas apesar disso ele teve capacidade para sair como primeiro colocado e seguir para o segundo turno.

Cenário 02: Ney Leprevost

Leprevost não tinha chance alguma, segundo as pesquisas eleitorais, até a desastrosa declaração de Greca, pois bem, os votos de Greca migraram para Leprevost o que o colocou no segundo turno de forma inesperada. Fez uma campanha redonda, propositiva, se afastou dos embates e acabou conquistando o voto de quem se decepcionou com o Greca e não queria o falido Gustavo Fruet.

Cenário 03: Gustavo Fruet

Vamos combinar, que nenhum curitibano que tenha orgulho de sua cidade estava satisfeito com a gestão de Fruet, aliás a não gestão, se mostrou medroso, nada audaz, sem visão de Estado… enfim sem qualquer perfil para a gestão pública. O que Fruet fez pela cidade? – Nada. A resposta dessa insatisfação veio hoje com a recusa de Fruet como prefeito.

Essa é a avaliação do processo eleitoral de hoje. Agora precisamos refletir sobre o caminho do segundo turno.

Assistam minha entrevista sobre o Maio Amarelo na TV SINAL/ALEP

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Confiram minha entrevista sobre o Maio Amarelo para a TV SINAL da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná,  para o Programa Espaço da Cidadania,  com a jornalista e apresentadora Simone Giacometti.

Por um trânsito mais gentil.