Arquivo da categoria: Educação

A cultura da tutela: um case

Padrão

Pessoal, preciso compartilhar com vocês algo curioso que tenho experimentado em minha loja – Vanessa Fontana Armarinhos e Artesanato – desde que criei o Clube do Livro. Aqui temos uma foto do projeto.

Clube do Livro - Armarinho & Artesanato

Faz uns dois meses que criei um modelo para deixar os livros disponíveis para as pessoas  terem acesso aos livros em frente a Loja. Até aí tudo bem… O Projeto está indo de vento em polpa, pois a comunidade tem colaborado com doações, livros vão e vem…histórias e experiências vão e vem…

Mas o curioso é a atitude das pessoas frente aos livros… Muitos entram com identidade na loja para fazer um cadastro ou algo que o valha… E, dizemos que não precisa… As pessoas insistem e dizem coisas assim:

  1. Mas a minha identidade está aqui…
  2. Meu nome é…
  3. Eu tenho comprovante de residência…
  4. Eu moro na rua tal…
  5. Quanto tempo eu tenho para ler…

livros

Nossa resposta, invariavelmente é: pode pegar o livro que você quiser… Mas como assim? As pessoas indagam… Na verdade elas querem um CONTROLE, um LIMITE que nós não damos…. as pessoas são livres para pegar, devolver, trocar, enfim…

Mas a ficha demora para cair… a experiência tem sido linda… pelo projeto estar indo bem e pela surpresa das pessoas pela nossa falta de controle…. ou diria liberdade, emancipação… cidadania… de fazer e de agir sem ninguém tutelá-lo…. é um simples livro, mas o significado da experiência tem ido muito além…

Anúncios

Assistam minha entrevista sobre o Maio Amarelo na TV SINAL/ALEP

Padrão

Confiram minha entrevista sobre o Maio Amarelo para a TV SINAL da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná,  para o Programa Espaço da Cidadania,  com a jornalista e apresentadora Simone Giacometti.

Por um trânsito mais gentil.

Prof. Cassiano Ferreira Novo, apoia o Maio Amarelo

Padrão

O Professor e Psicólogo Cassiano Ferreira Novo, Diretor da Consultoria Mobilidade Segura, concedeu entrevista ao Blog da Vanessa Fontana sobre o Maio Amarelo.

Para o Professor Cassiano Novo, o Maio Amarelo é uma Campanha Internacional de significativa mobilização social, nós temos poucos programas com a extensão do Maio Amarelo e o seu objetivo é despertar na sociedade a consciência do número de mortos e feridos no trânsito no mundo todo e no Brasil. O movimento tenta despertar a consciência da população para que tenhamos atitudes de cuidado de si e do outro, desenvolvendo comportamentos e atitudes de respeito no trânsito. Assim, um dos maiores objetivos do Maio Amarelo é estimular um comportamento preventivo e de maior segurança no trânsito.

Maio Amarelo 2

Mas a questão é: o que fazer para que os brasileiros respeitem a Lei? – Para o Professor Cassiano Novo, normalmente vamos atrás dos nossos direitos, mas quando falamos de dever, nós o jogamos para o outro, o próprio Sarte diz o “inferno são os outros”, eu fiz por um engano, queremos que o outro seja fiscalizado, mas eu tive um descuido, esse aí tem que ser punido. Essa percepção de cobrança do “outro” e não de “si” é preciso desenvolver nos brasileiros, e são posturas e atitudes estimuladas pelos Maio Amarelo.

Cassiano 3

A mensagem que fica do Professor Cassiano Novo, sobre o Maio Amarelo: é de que precisamos deixar de cobrar do “outro” somente, e passarmos a cobrar de “nós” mesmos comportamentos comprometidos no trânsito.

Prof. Caio Patrício de Almeida, reflexões sobre política criminal no trânsito e apoio ao Maio Amarelo

Padrão

Caio Patrício de Almeida é professor e advogado criminalista, atualmente cursa Mestrado em Direito Penal pela Faculdade de Direito da USP, concedeu entrevista ao Blog da Vanessa Fontana a respeito do Maio Amarelo e da questão criminal e penal que envolvem os acidentes e crimes de trânsito.

Professor Caio

Para o Professor Caio de Almeida, o Maio Amarelo é uma iniciativa importante por dar prioridade a políticas pró-vida no trânsito, essas ações são tentativas de retirar da esfera de controle formal,  isto é, do ponto de vista meramente punitivo, para a redução de danos.

De acordo com o Professor Almeida, hoje vivemos, uma superpopulação carceraria no mundo, e o Brasil, ocupa a quarta população carcerária nesse ranking mundial. Essas políticas repressivas não são adequadas para prevenção. Os crimes de trânsito são crimes de perigo abstrato, temos um sistema lotado e com políticas inadequadas para isso. Temos que trabalhar políticas globais dentro da segurança pública e o trânsito compor essa agenda.

Numa perspectiva mais individual, sabemos que a vítima pode ter vontade de punir, mas o Estado não pode ter esse ânimo. O papel do Estado é atuar na prevenção, precisamos lembrar as pessoas do perigo e não puni-las para que lembrem. Ressalta o Professor Almeida que, a própria Lei Seca demonstra isso, para conquistar esse feito de redução das taxas precisamos ficar constantemente aumentando multas, mas até quando teremos essa capacidade?

Destaca ainda o Professor Almeida que, nessa linha punitiva, a tornozeleira eletrônica tem sido adotada como medida cautelar processual, nos casos dos crimes de trânsito são medidas paralelas que criam novos subsistemas, foi o que aconteceu com o juizado especial criminal e eles acabaram ficando abarrotados. Nós não conseguimos com essas medidas diminuir crimes. Existem medidas alternativas, a própria OMS propõem. E esse discurso de cadeia para esses crimes acabam tendo fins eleitoreiros. Sempre podemos criminalizar, mas isso não tem dado bons resultados, editam-se leis e não medidas alternativas que aparentemente oferecem resultados melhores e mais satisfatórios.

No caso do trânsito, temos uma Política Criminal Simbólica que tem por objetivo aterrorizar as  pessoas para que não cometam nem delitos, nem crimes. Até quando vamos aumentar à pena? Até quando vamos aumentar as multas? Para o Professor Caio Almeida, a adoção de medidas administrativas são mais salutares do que atender essa questão meramente simbólica e amarradas a desejos eleitorais.

O Neurologista – Dr. Marcelo Mariano, apoia o Maio Amarelo

Padrão

O Dr. Marcelo Mariano, que é médico neurologista especializado em tratamento de dor crônica, concedeu entrevista ao Blog da Vanessa Fontana sobre a sua percepção enquanto cidadão e médico sobre o Movimento Maio Amarelo.

Cabe ressaltar, que o Dr. Marcelo Mariano, é meu médico há mais de 05 anos, foi com ele que consegui voltar ao trabalho, após 03 longos de afastamento pelo INSS, anos de sofrimento, dor e deambulação com muletas. Evolui graças ao seu conhecimento técnico e pela qualidade de vida, que com a administração de remédios complexos me trouxeram para o mundo do trabalho novamente. Sou muito grata pelo Dr. Marcelo Mariano, jamais ter desistido de mim, coisa muito comum, pois nem todos os médicos sabem lidar com a frustração de tratar pacientes resistentes ao tratamento, como é o meu caso. Agradeço profundamente a sua qualidade técnica e postura profissional.

No mais, agora vamos conhecer a sua opinião sobre o Maio Amarelo.

Dr. Marcelo Mariano

Para o Dr. Marcelo Mariano, concentrar ações do trânsito dentro de um mês inteiro é muito produtivo, pois o nosso maior desafio é a conscientização. É sabido que os “acidentes de trânsito” produzem “mortalidade” e também “morbidade”, pois ocorrem graves consequências para os envolvidos em eventos de trânsito que levam à sequelas físicas e emocionais. Sabemos que esses eventos de trânsito são frutos, em sua maioria, de imprudência, imperícia ou negligência, e os custos não são somente para os envolvidos diretamente, isto é, quem sofreu o acidente, mas para a toda a família, amigos e sociedade.

É nesse contexto, que o Dr. Marcelo Mariano destaca o papel do Maio Amarelo, pois toda atitude de conscientização é muito bem vinda. Essas ações devem acontecer todos os dias, todos os meses, pois a todo momento temos novos motoristas entrando no trânsito, as vias públicas também mudam o tempo todo, sendo a conscientização o melhor encaminhamento para “experenciarmos” um trânsito cidadão.

De acordo com o Dr. Marcelo Mariano, ele trata em seu consultório inúmeros sequelados do trânsito, sendo em geral pacientes que precisam de tratamentos extensos e longos. Recentemente, ele passou a tratar uma paciente que foi atropelada, porque estava andando na cidade com o fone de ouvido e acabou sendo atropelada, sendo que o fone a  impediu de perceber o que ocorria em seu entorno e acabou sendo atropelada e sofrendo uma fratura de quadril.

Precisamos que o Maio Amarelo seja constante na vida das pessoas. Isso é muito importante para as pessoas que vivenciam a cidade, destacando que o Estado e a Sociedade devem investir na prevenção que é muito mais acessível em termos de custos, do que tratar a pessoa que já sofreu o “acidente de trânsito”, pois os gastos com Previdência Social e SUS, são muito elevados. As pessoas que sofrem “acidentes de trânsito” caem em comorbidade, sendo que, o gasto para tratar representa mais do que dobro do que o investimento em prevenção. Esses pacientes acabam dependendo durante muitos anos de tratamento médico, de psicoterapia, de fisioterapia e toda a rede que envolve saúde.

Nesse sentido, e dentro dessa dura realidade o Dr. Marcelo Mariano, defende a prevenção como política pública de conscientização, sendo o Maio Amarelo, um exemplo, bem sucedido de política de prevenção.

No Programa Vida Acadêmica – José Benedito Caparos

Padrão

Tive e a oportunidade de entrevistar o competente e querido José Benedito Caparros, no PROGRAMA VIDA ACADÊMICA – UNINTER, ele é formado em Relações Internacionais e atualmente cursa graduação em Psicologia.

Vale a pena conferir.

Entrevista no Programa Vida Acadêmica com Emerson Silva Seixas

Padrão

A Profa Elys Regina Andretta, conduziu a entrevista no PROGRAMA VIDA ACADÊMICA, com o Prof. Emerson da Silva Seixas e o aluno Alex Sandro França. Uma história de sucesso que vale a pena ser conferida, ambos foram seleciados pelo e honrados com o Prêmio Santander na área do Empreendedorismo construindo uma pesquisa acadêmica que reduziu custos e aprimorou o processo de trabalho numa Empresa