Arquivo da categoria: ELEIÇÕES

A única chance de Ratinho Júnior em 2018

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Bem-vindos à 2018. Ano político-eleitoral muito importante.

Ratinho Júnior

E, cá na Terra do Matte Leão, o tempo não está propício para Ratinho Júnior  (Carlos Massa Júnior). Ratinho entrou para o governo de Beto Richa, aparentemente com o compromisso político de ser o próximo governador contando com o apoio de Beto Richa. Mas apareceu a vice-governadora no páreo e o jogo ficou conturbado. Os Barros entraram com tudo nessa disputa e será muito difícil para Ratinho.

Cida Alborghetti sairá com o apoio para eleição do Governador e toda a máquina estatal e Ratinho fica assim inviabilizado como candidato a Governador.

Algumas questões:

  1. Como não contar com o apoio de Beto Richa?
  2. Como enfrentar a quase Governadora?
  3. Como enfrentar o Ministro da Saúde?
  4. Como explicar para o eleitor essas contradições?

O único caminho que resta para ele é como VICE GOVERNADOR da poderosa Cida Alborghetti, se ela o quiser, senão candidatar-se a um cargo proporcional. Assim, a chance dele será  se desenhar como Governador na próxima.

A frase trauma de Ratinho é: há Barros no meio do caminho….

 

 

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PROGRAMA POLÍTICA COM CIÊNCIA COM LEONARDO ROCHA

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Agora com o PROGRAMA VIDA ACADÊMICA – UNINTER, entrevistei o Prof. Leonardo Rocha que é graduado em ciências sociais pela UFPR, mestre em ciência política pela UFPR e doutorando em ciência política pela UFPR, hoje leciona sociologia em escolas públicas no Paraná. Ele trabalha com o uso político das mídias sociais como facebook e twitter e websites e das ferramentas que os partidos utilizam nesse espaço durante o período de campanha eleitoral e nos momentos em que não são eleitorais. Focou também suas pesquisas nas juventudes partidárias.

Programa Vida Acadêmica com Rodrigo Horochoviski

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Entrevistei o Professor Rodrigo Horochovski, para o Programa Vida Acadêmica, o Professor relatou sua trajetória e a escolha pelo curso de ciências sociais, relatou sua passagem junto aos movimentos sociais. Desde jovem acompanhava seu pai na Assembleia Legislativa do Paraná, sendo que ali já tomou gosto pela política. O Professor realizou graduação em ciências sociais na UFPR, mestrado em sociologia pela UFPR e realizou doutorado em Sociologia Política na UFSC. Participa de dois grupos de pesquisa o NUCLINT –Núcleo de Estudos de Interações Estado e Sociedade. O Outro grupo de Pesquisa em Análise de redes sociais e financiamento político, composto por alunos de graduação e mestrado.
Teve uma passagem também pelo IBPQ, do Sistema “S”.

Diogo Tavares em: Política na vida real

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O acadêmico do curso de ciência política do UNINTER, foi para Brasília conhecer e vivenciar um outro olhar sobre a Política.

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Essa experiência inesquecível foi proporcionada por meio da indicação da deputada Federal Christiane Yared.

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Thiago de Freitas – Presidente do PEN JOVEM

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Thiago de Freitas

O jovem cientista político e especialista em marketing político, Thiago de Freitas, 25, assumiu a Presidência da Juventude do PEN. Estive no Comitê em Curitiba e observei que a criação de diretórios vai de vento em polpa, bem como a criação da representação das secretarias que compõem um Partido.

Thiago de Freitas

O Partido ganhou força a partir da entrada do Wilson Picler.

Duas mulheres do Paraná na Câmara Federal: Christiane Yared e Leandre

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Do Paraná, as deputadas federais Christiane Yared e Leandre.

Deputadas da Câmara Federal. Do Paraná, as Deputadas federais Christiane Yared (PTN) e Leandre (PV).

A Secretaria da Mulher da Câmara Federal reuniu a Nova Bancada Feminina no início da nova Legislatura, dos 513 deputados, 51 são mulheres. No Paraná, temos duas representantes. A Deputada Federal mais votada, com mais de 200 mil votos, Christiane Yared – PTN, e a Deputada Leandre – PV.  No cenário nacional, São Paulo e Rio de Janeiro, empatados, lideram com o maior número de mulheres eleitas, ambos com seis representantes. O Estado de Minas Gerais conta com 5 deputadas, alguns Estados não tiveram uma única mulher eleita.

Christiane Yared e Leandre Dal Ponte

No caso do Paraná, ainda é um número baixíssimo a presença das mulheres no cenário nacional, é preciso que os Partidos Políticos retrabalhem essa questão. Mas contamos com a qualidade das duas recém eleitas, pois ambas encaram o seu primeiro mandato.

Deputada Federal Christiane Yared

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Deputada Federal Leandre Dal Ponte

Leandre Dal Ponte

 

O VOTO E O COMPORTAMENTO DO ELEITOR EM 2014

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eleições

O Programa Bolsa Família “encorpou” os votos em Dilma?

Tomei como base deste post o artigo acadêmico dos cientistas políticos, Vitor Peixoto e de Lúcio Renno. Essa pesquisa foi desenvolvida para pensar as Eleições em 2010, no entanto, ainda é muito atual. O mote do artigo foi entender o reflexo do Programa Bolsa Família e da discussão sobre corrupção, no voto.

O que os autores detectaram é que nos Municípios onde há existência do Programa Bolsa Família, houve um aumento significativo dos votos em Lula/Dilma, e menor no PSDB. Em outra perspectiva, o voto em Lula/Dilma significa um eleitor que aceita mais os níveis de corrupção.

“(…) Ou seja, nosso argumento é que não é o pertencimento a uma classe social ou outra que faz a diferença eleitoral, mas sim a percepção de movimento ascendente que leva apoio ao governo e seu candidato” (RENNO & PEIXOTO, p.312).

O que os autores destacam é que a sua mobilidade social é fator determinante para a escolha do eleitor. No meu entendimento, o mesmo fenômeno foi repetido nas eleições de 2014, no entanto, fazendo alguns reparos, pois existe sim o peso da classe social, mas a classe que está em fase de mobilidade, isto é, em processo de ascendência, a chamada pela imprensa nova classe “C”.

No entanto, os autores falham ao não qualificar de forma efetiva no que consiste a melhoria percebida por essa classe, isto é, de forma acadêmica, sem assumir o discurso do governo. Por outro lado, é um fato preocupante essa tolerância à corrupção, pois os autores não a explicam.

Mas cabe ressaltar que a tolerância à corrupção é um fator alarmante, pois nenhuma sociedade comprometida com o seu futuro democrático pode ou deve tolerá-la, especialmente, quando ela é um fator para a manutenção de partidos no poder.

Isso remete a um passado histórico-cultural de uma sociedade profundamente hierarquizada e que para a quebra desses mecanismos, a corrupção e um Estado mantenedor sejam o melhor e o único caminho.

PEIXOTO, Vitor  e  RENNO, Lucio. Mobilidade social ascendente e voto:as eleições presidenciais de 2010 no Brasil. Opin. Publica [online]. 2011, vol.17, n.2, pp. 304-332. ISSN 0104-6276.  http://dx.doi.org/10.1590/S0104-62762011000200002.