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ELEIÇÕES 2016: Greca e Leprevost

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Três Cenários em Curitiba

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Pois bem, 100% das urnas apuradas, em 02 de outubro de 2016, e Curitiba terá segundo turno.

Cenário 01: Rafael Greca

Graças a queda vertiginosa de Rafael Greca, que se envolveu em declarações conturbadas sobre um popular de rua que ele socorreu, mas disse não ter suportado o cheiro do homem e vomitou, mas ainda assim o socorreu, perdeu mais de 15 pontos na corrida eleitoral. Palavras mal colocadas, mas apesar disso ele teve capacidade para sair como primeiro colocado e seguir para o segundo turno.

Cenário 02: Ney Leprevost

Leprevost não tinha chance alguma, segundo as pesquisas eleitorais, até a desastrosa declaração de Greca, pois bem, os votos de Greca migraram para Leprevost o que o colocou no segundo turno de forma inesperada. Fez uma campanha redonda, propositiva, se afastou dos embates e acabou conquistando o voto de quem se decepcionou com o Greca e não queria o falido Gustavo Fruet.

Cenário 03: Gustavo Fruet

Vamos combinar, que nenhum curitibano que tenha orgulho de sua cidade estava satisfeito com a gestão de Fruet, aliás a não gestão, se mostrou medroso, nada audaz, sem visão de Estado… enfim sem qualquer perfil para a gestão pública. O que Fruet fez pela cidade? – Nada. A resposta dessa insatisfação veio hoje com a recusa de Fruet como prefeito.

Essa é a avaliação do processo eleitoral de hoje. Agora precisamos refletir sobre o caminho do segundo turno.

A Profa. e Advogada Mariel Muraro, apoia o Maio Amarelo

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A Professora, Pesquisadora e Advogada Criminalista Mariel Muraro, Doutoranda em Direito Penal pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Coordenadora do Curso de Direito da Faculdade de Pinhais (FAPI), concedeu entrevista ao Blog da Vanessa Fontana sobre a sua percepção em relação ao Maio Amarelo.

Maio Amarelo

Para a Profa. Mariel Muraro, o Maio Amarelo é uma campanha muito proveitosa, e que precisa de investimentos, sendo essa uma forma efetiva de conscientização contra a violência no trânsito, pois o dados brasileiros são epidêmicos. O Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial dos países que mais matam e sequelam pessoas no trânsito. Nessa perspectiva, uma campanha educativa, como o Maio Amarelo, pode transformar a vida das pessoas e mudar comportamentos.

Do ponto de vista do Código de Trânsito Brasileiro – CTB, a advogada criminalista, esclarece que a  relação entre o Código versus a fiscalização é complexa. Ela se posiciona academicamente como pertencente a corrente abolicionista, sendo bastante crítica em relação ao Sistema Penal e ao Código Penal. Ressalta que existe uma crença das pessoas em relação a Justiça Criminal.  A Professora Muraro, esclarece que “(…) me parece que o Sistema de Justiça Criminal não ressocializa as pessoas, não existe um constrangimento efetivo no sentido de fazer com que as pessoas deixem de cometer uma conduta, porque ela está no Código Penal. O simples fato de uma conduta estar no Código Penal não significa que esses crimes deixarão de serem praticados (…)”.  Existe de fato uma seletividade penal, e isto, significa dizer que, nem todas as pessoas são atingidas por essa possibilidade de responsabilização. A ameaça do cárcere não impede as pessoas de cometerem delitos.

Ainda nessa linha, a respeito do cárcere, Muraro destaca que o  Brasil ocupa o terceiro lugar mundial em número de pessoas privadas de liberdade, temos hoje no Brasil 715 mil pessoas encarceradas. O Blog da Vanessa Fontana, questionou a Professora  Mariel Muraro, se colocar mais pessoas nesse sistema teria alguma efetividade para crimes de trânsito, da perspectiva das políticas públicas?  – Esclarece a Professora Muraro, que a efetividade de se colocar mais pessoas nesse sistema é zero.  O custo da política de aprisionamento é mais baixa do que campanhas de conscientização, essa política acaba garantindo alguns votos, pois atinge o senso comum e reforça a sua crença, mas isso não convence as pessoas a  não cometerem delitos. Se formos nesse caminho da constante criminalização teremos que aumentar o número de presídios, contratar mais agentes penitenciários, mas isso não resolve, precisamos trabalhar na prevenção, na mesma linha de atuação desenvolvida pelo Movimento do Maio Amarelo.

Quando existe uma proposta de criminalização, não se pensa em paralelo no impacto do cárcere, o pensamento é imediatista. Uma campanha de conscientização e prevenção é mais efetiva do que prender as pessoas, e o Maio Amarelo entra nessa linha de mudança de paradigma. Um caminho é desenvolver campanhas de conscientização nas escolas pensando em médio e longo prazo, essas políticas sim tem efetividade, agora com políticas de curto prazo não há possibilidade nenhuma de quebra de paradigma.

A Professora Mariel Muraro finalizou a entrevista sugerindo um caminho: “(…) que o Estado e a sociedade abracem movimentos como o do Maio Amarelo, investindo em prevenção e não em criminalização (…)”.

Prof. Cassiano Ferreira Novo, apoia o Maio Amarelo

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O Professor e Psicólogo Cassiano Ferreira Novo, Diretor da Consultoria Mobilidade Segura, concedeu entrevista ao Blog da Vanessa Fontana sobre o Maio Amarelo.

Para o Professor Cassiano Novo, o Maio Amarelo é uma Campanha Internacional de significativa mobilização social, nós temos poucos programas com a extensão do Maio Amarelo e o seu objetivo é despertar na sociedade a consciência do número de mortos e feridos no trânsito no mundo todo e no Brasil. O movimento tenta despertar a consciência da população para que tenhamos atitudes de cuidado de si e do outro, desenvolvendo comportamentos e atitudes de respeito no trânsito. Assim, um dos maiores objetivos do Maio Amarelo é estimular um comportamento preventivo e de maior segurança no trânsito.

Maio Amarelo 2

Mas a questão é: o que fazer para que os brasileiros respeitem a Lei? – Para o Professor Cassiano Novo, normalmente vamos atrás dos nossos direitos, mas quando falamos de dever, nós o jogamos para o outro, o próprio Sarte diz o “inferno são os outros”, eu fiz por um engano, queremos que o outro seja fiscalizado, mas eu tive um descuido, esse aí tem que ser punido. Essa percepção de cobrança do “outro” e não de “si” é preciso desenvolver nos brasileiros, e são posturas e atitudes estimuladas pelos Maio Amarelo.

Cassiano 3

A mensagem que fica do Professor Cassiano Novo, sobre o Maio Amarelo: é de que precisamos deixar de cobrar do “outro” somente, e passarmos a cobrar de “nós” mesmos comportamentos comprometidos no trânsito.

Capitão Dorecki, comandante da Companhia do BOPE apoia o Maio Amarelo

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O Capitão André Cristiano Dorecki, Comandante da Companhia do Choque do BOPE concedeu entrevista ao Blog da Vanessa Fontana sobre a sua percepção enquanto cidadão e Policial Militar sobre o Movimento Maio Amarelo.

Capitão Dorecki

De acordo com o Capitão Dorecki, a sua percepção como policial e como cidadão é de que nós devemos nos conscientizar e exigir dos órgãos públicos, o exemplo.  A raiz do problema do nosso comportamento no trânsito está na cultura, na consciência do cidadão de que a união da bebida alcoólica com o veículo é uma mistura perigosa. Como pai, percebo também que a educação vem de casa em relação ao trânsito e partir dali o  papel da escola, dos órgãos públicos, incluindo a Polícia que deve fiscalizar, enquanto Polícia de trânsito.

Nessa linha, o Capitão Dorecki entende que o Maio Amarelo é um avanço para aprimorar a percepção dos cidadãos dos riscos e do compromisso que temos uns com os outros no trânsito, pois ele é vivido em sociedade.

 

 

 

O Neurologista – Dr. Marcelo Mariano, apoia o Maio Amarelo

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O Dr. Marcelo Mariano, que é médico neurologista especializado em tratamento de dor crônica, concedeu entrevista ao Blog da Vanessa Fontana sobre a sua percepção enquanto cidadão e médico sobre o Movimento Maio Amarelo.

Cabe ressaltar, que o Dr. Marcelo Mariano, é meu médico há mais de 05 anos, foi com ele que consegui voltar ao trabalho, após 03 longos de afastamento pelo INSS, anos de sofrimento, dor e deambulação com muletas. Evolui graças ao seu conhecimento técnico e pela qualidade de vida, que com a administração de remédios complexos me trouxeram para o mundo do trabalho novamente. Sou muito grata pelo Dr. Marcelo Mariano, jamais ter desistido de mim, coisa muito comum, pois nem todos os médicos sabem lidar com a frustração de tratar pacientes resistentes ao tratamento, como é o meu caso. Agradeço profundamente a sua qualidade técnica e postura profissional.

No mais, agora vamos conhecer a sua opinião sobre o Maio Amarelo.

Dr. Marcelo Mariano

Para o Dr. Marcelo Mariano, concentrar ações do trânsito dentro de um mês inteiro é muito produtivo, pois o nosso maior desafio é a conscientização. É sabido que os “acidentes de trânsito” produzem “mortalidade” e também “morbidade”, pois ocorrem graves consequências para os envolvidos em eventos de trânsito que levam à sequelas físicas e emocionais. Sabemos que esses eventos de trânsito são frutos, em sua maioria, de imprudência, imperícia ou negligência, e os custos não são somente para os envolvidos diretamente, isto é, quem sofreu o acidente, mas para a toda a família, amigos e sociedade.

É nesse contexto, que o Dr. Marcelo Mariano destaca o papel do Maio Amarelo, pois toda atitude de conscientização é muito bem vinda. Essas ações devem acontecer todos os dias, todos os meses, pois a todo momento temos novos motoristas entrando no trânsito, as vias públicas também mudam o tempo todo, sendo a conscientização o melhor encaminhamento para “experenciarmos” um trânsito cidadão.

De acordo com o Dr. Marcelo Mariano, ele trata em seu consultório inúmeros sequelados do trânsito, sendo em geral pacientes que precisam de tratamentos extensos e longos. Recentemente, ele passou a tratar uma paciente que foi atropelada, porque estava andando na cidade com o fone de ouvido e acabou sendo atropelada, sendo que o fone a  impediu de perceber o que ocorria em seu entorno e acabou sendo atropelada e sofrendo uma fratura de quadril.

Precisamos que o Maio Amarelo seja constante na vida das pessoas. Isso é muito importante para as pessoas que vivenciam a cidade, destacando que o Estado e a Sociedade devem investir na prevenção que é muito mais acessível em termos de custos, do que tratar a pessoa que já sofreu o “acidente de trânsito”, pois os gastos com Previdência Social e SUS, são muito elevados. As pessoas que sofrem “acidentes de trânsito” caem em comorbidade, sendo que, o gasto para tratar representa mais do que dobro do que o investimento em prevenção. Esses pacientes acabam dependendo durante muitos anos de tratamento médico, de psicoterapia, de fisioterapia e toda a rede que envolve saúde.

Nesse sentido, e dentro dessa dura realidade o Dr. Marcelo Mariano, defende a prevenção como política pública de conscientização, sendo o Maio Amarelo, um exemplo, bem sucedido de política de prevenção.

Prof. Dr. Jacinto Nelson de Miranda Coutinho

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O Advogado e Prof. Dr.  Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, atualmente leciona como Titular de Direito Processual Penal na Universidade Federal do Paraná (UFPR), sendo também Procurador do Estado do Paraná e Coordenador do Núcleo de Direito e Psicanálise do Programa de Pós-graduação em Direito da UFPR. O Professor, concedeu entrevista ao Blog da Vanessa Fontana, falando sobre trânsito e o Movimento Maio Amarelo.

Prof. Jacinto

A entrevista com o Prof. Dr. Jacinto Coutinho ocorreu no Evento Café com Ciência realizado na FAPI, sob a Coordenação da Profa. Mariel Muraro. Então, aproveitei o momento para entrevistá-lo sobre o Maio Amarelo e a questão do tratamento sobre os crimes de trânsito no Brasil.

Na opinião do Professor Jacinto Coutinho a questão mais importante é “forjar uma CULTURA DE TRÂNSITO COM PAZ”. Quem está motorizado não está muito preocupado com isso, com acidentes, com mortes ou com as consequências, as pessoas não estão ligadas a essa questão, é preciso como nunca esclarecer… esclarecer… esclarecer…. daí a importância do Maio Amarelo.

O Professor Jacinto Coutinho, chama atenção, que na hipótese dos crimes de trânsito criar uma cultura de medo é forçar a natureza das coisas, as vezes na vida se opera dolosamente e esses crimes são dolosos, ou se opera culposamente e esses crimes são culposos, muitas vezes “a vida se volta contra o direito”. A saída para essa crise no trânsito brasileiro é muita mobilização para que se provoque um “agir corretamente”, evitando não somente as mortes, mas evitando todos os acidentes, isto é, com danos e sem danos. A morte no trânsito, nesse sentido, é o absurdo dos absurdos.

Na perspectiva do Professor Jacinto Coutinho, não adianta forçar “comportamentos” pela via da criminalização. O caminho correto é a conscientização e a criação de uma cultura de trânsito com paz, esse parece o caminho correto.

Cabe ressaltar, que segundo o Professor Jacinto Coutinho, o Código de Trânsito Brasileiro – CTB é horroroso, pois a vida te oferece um padrão e o modelo adotado no caso do CTB foi inspirado na Suécia, mas os suecos tem um padrão de comportamento que é o compromisso com os valores da vida, é uma outra cultura e isso é socialmente construído. As pessoas que elaboraram o Código de Trânsito Brasileiro viajaram para Suécia para conhecer o modelo, no entanto, existe um fator aí, que é a cultura, os nórdicos são comprometidos com a vida, com a natureza e com os animais, imaginem a sua relação com o seu “próximo”. Cabe ressaltar, que nós não somos uma Suécia, o padrão deles é deles, e nós precisamos olhar para a nossa cultura, para o nosso comportamento, daí sim criar um Código que reflita as nossas relações culturais e sociais.

Nós precisamos fazer as coisas para nós brasileiros, por isso precisamos construir uma cultura da paz no trânsito, nesse sentido, o Maio Amarelo dá grande contribuição.

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Dessa esclarecedora e crítica entrevista com o Prof. Jacinto Coutinho, a mensagem que fica é:  precisamos no Brasil, “forjar uma CULTURA DE TRÂNSITO COM PAZ”.

Programa Vida Acadêmica com Rodrigo Horochoviski

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Entrevistei o Professor Rodrigo Horochovski, para o Programa Vida Acadêmica, o Professor relatou sua trajetória e a escolha pelo curso de ciências sociais, relatou sua passagem junto aos movimentos sociais. Desde jovem acompanhava seu pai na Assembleia Legislativa do Paraná, sendo que ali já tomou gosto pela política. O Professor realizou graduação em ciências sociais na UFPR, mestrado em sociologia pela UFPR e realizou doutorado em Sociologia Política na UFSC. Participa de dois grupos de pesquisa o NUCLINT –Núcleo de Estudos de Interações Estado e Sociedade. O Outro grupo de Pesquisa em Análise de redes sociais e financiamento político, composto por alunos de graduação e mestrado.
Teve uma passagem também pelo IBPQ, do Sistema “S”.