Arquivo da tag: Brasil

A delação do fim do mundo…pode ser um começo…

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Pois bem, nada está fácil no Brasil, economia, política, violência… poderia fazer um post inteiro só indicando nossas mazelas. Mas como brasileira que sou e cientista política também vou lançar um outro olhar sobre essas conjuntura da Lava-Jato. De fato, estamos tendo a oportunidade de reinaugurar a República, com o sonho de cidadãos ativos e participativos, de um país que até ontem só punia e prendia os pobres, negros e moradores da periferia. Pois bem, mas tem uma elite branca que brada aos quatro ventos que estão querendo usar esses políticos como exemplo e se vingarem. Não é o que eu vejo….

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E, digo o que vejo, por um instante lembro de um livro do Whright Mills – O imaginário sociológico, onde ele falou dos white collars, os crimes de colarinho branco, e não posso deixar de perceber isso como um avanço. Pois, até então, quantos membros da elite foram punidos pelo sistema penal? – Respondo novamente, negros e pobres. Não dá para olhar e não ver. Mas há muitos que não veem porque não veem e porque não querem ver que o Brasil está mudando sim.

Me entristece olhar para o Brasil que o PT, enquanto partido, fez questão de dividir e essa ruptura foi tão grande que atingiu os que deveriam pensar, no sentido teleológico da palavra, isto é, romper o senso comum. Mas as academias, especialmente, as públicas estão contaminadas pelo senso comum … e quando paro e observo não me sai da mente o livro de George Orwell.

Creio que demoraremos mais de duas décadas para que o pensamento acadêmico se descontamine e volte a fazer ciência, ao menos, na área das ciências sociais e sociais aplicadas.

PROGRAMA VIDA ACADÊMICA – EDUARDO GOMES

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NO PROGRAMA VIDA ACADÊMICA  – UNINTER, tive a oportunidade de entrevistar o Professor Pós-Doutor em Direito Eduardo Gomes, falamos sobre suas pesquisas, aulas, livros no campo das relações internacionais e dos direitos humanos. Show!

Entrevista com o Deputado Péricles de Mello

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Recebemos nos Estúdios do UNINTER para participação do Programa PolíticacomCiência o Deputado Estadual Péricles de Mello e a Professora de Relações Internacionais Caroline Cordeiro, a entrevista foi conduzida por mim e discutimos o tema Cultura da Paz e o papel do Confaz.

Vale a pena conferir.

A cubana, Yoani Sánchez versus o PT

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Yoani Sánchez

Yoani Sánchez

Tenho achado impressionante a cobertura “das mídias” a respeito da blogueira cubana, Yoani Sánchez, ela tem despertado ódio e amor.

Mas o que mais me impressiona é o comportamento beligerante do PT contra a luta da Sánchez. Há fortes indícios de que se o PT fosse oposição eles apoiariam a causa, contra uma ditadura, mas agora no poder eles “esculacham” o trabalho blogueira.

Foi deprimente a cena quando numa livraria os protestos fizeram com que a moça fosse dar autógrafos num subsolo sujo e desarrumado. Não é nem razoável o tratamento que alguns brasileiros tem dado à ela. Penso que, um país que sofreu uma ditadura que deixou marcas e mortos não poderíamos aceitar esse tratamento para alguém que luta contra uma ditadura de homens que um dia foram de esquerda, mas que hoje são apenas ditadores.

Nos tornamos tolerantes com Renam e intolerantes por aqueles que querem simples,emte viver a liberdade de expressar os seus erros e acertos…

 

Cientista Político avalia: há enfraquecimento dos Estados no Sistema Federativo do Brasil

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Por

Ricardo Koiti Koshimizu, Agência Senado, 22/10/2012

Para o cientista político George Avelino, o enfraquecimento dos estados no sistema federativo do país foi uma das principais constatações do seminário Desafios do Federalismo Brasileiro, promovido no final da semana passada pelo Senado e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Discutiu-se muito a atuação da União e dos municípios, mas não o papel dos estados, que vem se restringindo em termos administrativos, fiscais e políticos – avaliou o professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas.

Avelino ressalta que o enfraquecimento dos estados se revela, por exemplo, nas restrições em suas arrecadações, em restrições orçamentárias “pesadas” e na descentralização de políticas que são implementadas “diretamente” entre União e municípios (ele cita o caso do Programa Bolsa Família e de políticas que tratam de saúde e educação).

Outro reflexo disso estaria nas assembléias legislativas. Avelino observa que os governadores conseguem formar maiorias nessas casas, “mas as assembleias legislativas têm poucos assuntos importantes a discutir, o que leva as pessoas a questionarem por que e para que elas existem”.

– Esse enfraquecimento se reflete, de alguma forma, no Senado, que é a casa da federação, a casa dos estados – afirmou ele.

Ao argumentar que o fortalecimento dos estados é necessário para o aperfeiçoamento do sistema federativo brasileiro, Avelino disse que a centralização na União “pode resultar em uma homogeneidade que atrapalha a inovação, que leva a políticas em que todos têm de fazer a mesma coisa”, enquanto a existência de estados mais fortes viabiliza “a diversidade e as inovações, em que um estado pode aprender com a experiência dos outros”.

– Mas precisamos especificar qual é esse papel [que os estados devem exercer]. Precisamos de muito debate pela frente – reiterou ele, acrescentando que “a federação é um contrato, um pacto, que a toda hora está sendo renegociado”.

Partidos políticos

Outro ponto que, segundo George Avelino, é importante para o aperfeiçoamento do sistema federativo é o fortalecimento dos partidos – e daí a necessidade de uma reforma política que inclua medidas como a disciplina partidária.

Ao citar o caso da guerra fiscal e afirmar que falta coordenação entre estados e União e, portanto, uma visão mais coletiva entre os entes da federação, ele declarou que, “historicamente, o ator que tem sido capaz de organizar uma visão coletiva no âmbito das federações são os partidos políticos”. Tais agremiações, argumenta o pesquisador, “são o único elemento capaz de estar presente nos três níveis de governo, capaz de relacionar interesses nesses três níveis”.

– Pensar na questão federativa é pensar também na reforma política, e não apenas em reforma tributária – argumentou.

Agência Senado