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Há 22 anos, um atropelamento…

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Hoje dia 03 de agosto de 2012 completou 22 anos que fui atropelada por um motoqueiro alcoolizado, que avançou um sinal vermelho e passou por cima de mim quando um dos meus pés já estava sobre a calçada, isso é um acidente?

Não! Isso é um crime e foi premeditado já que ele assumiu o risco de ferir ou matar alguém quando se alcoolizou e foi pilotar a moto. Crime que ressalta-se não foi punido, não respondeu processo e nem perdeu a carteira.

Desde então, toquei a minha vida, demorei quase seis anos para me recuperar. Entrei para a UFPR, cursei Ciências Sociais, fiz mestrado em Sociologia Politica, ao mesmo tempo entrei para o Exército Brasileiro, o que para mim foi uma redenção, pois para entrar lá, significava que eu estava apta fisicamente, corri, pulei, tirei serviço, tudo que um militar faz. Deixei do EB e fui fazer doutorado em Ciência Politica na UFRGS. Voltei para Curitiba para coordenar o Curso de Ciência Politica da Facinter durante seis anos. Concomitante a isso, no ano de 2008, comecei a sentir dores na perna fraturada no atropelamento e desde então ela nunca mais parou de doer.

Já passei por boa parte dos melhores ortopedistas de quadril, mas a minha dor se tornou crônica sendo agora diagnosticada como “sequela de fratura de fêmur proximal”.  Esse problema, segundo me dizem não tem cura, trata-se somente com remédios, e que remédios, pois estou na morfina.

Então, em função da incompetência do Estado Brasileiro, por meio do INSS, e da incompetência da Justiça em fazer cumprir suas determinações, resolvi voltar para o meu trabalho no Uninter, após 30 meses de afastamento e sem nenhuma solução médica. Após esses 30 meses involui, as dores continuam, as crises de dor aguda continuam, mas como brasileira que sou, não desisto e sobrevivo lutando.

Agradeço, ao Uninter que está me recebendo de braços abertos, especialmente ao Jorge Bernardi! Ao Prof. João Defreitas que sempre esteve ao meu lado. A Iracilda, a D. Neusa e o Sr. Zé Victor, minha segunda família.  Ao meu marido, a minha mãe a ao meu filho, Cauã.

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Atropelamento e Impunidade: não foi um acidente

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A morte do jornalista Vinícius Coelho, 80 anos, é de uma estupidez intraduzível, isto porque alguém parou para deixá-lo atravessar a rodovia com segurança, vem outro veículo em velocidade, que não percebeu a “gentileza” do outro condutor, e toma uma vida! Então a “gentileza” vitimou um homem que conseguiu chegar aos 80 anos.

Essa morte deve fazer com que os paranaenses assinem o Abaixo Assinado – Não foi Acidente http://naofoiacidente.org/blog

O trânsito no Brasil além de causar mortes deixa milhares de vitimados e doentes crônicos por conta dos acidentes. Eu mesma sou uma vítima. O meu caso é muito parecido com o do jornalista, mas eu sobrevivi. No entanto, ninguém foi punido.  Fui atropelada por um rapaz de 22 anos, alcoolizado que furou um sinal vermelho e me atropelou encima da calçada. Após quase 22 anos enfrento as sequelas deste “que não foi um acidente”, há quase um ano fiquei dependente de uma muleta. Então colaborem assinando a petição.