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Gleisi Hoffmann e o erro da AMAI: política ou tocaia?

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cel furquim - gleisi hoffmann

O Cel Furquim, Presidente da AMAI, errou o alvo. Me refiro ao post no blog do Fábio Campana.

Ver: http://www.fabiocampana.com.br/2014/10/gleisi-versus-policia-militar/

Fiquei estarrecida com o comportamento da AMAI perante a visita da Senadora – Candidata Gleisi Hoffmann, à “casa” deles. Tenho certeza que a candidata não foi por livre e espontânea vontade, ela deve ter recebido um convite e atendeu. É como você convidar para alguém para ir em sua casa e depois distratá-la. Esse, é o verdadeiro palanque para o atual Governador, pois até as formiguinhas da Marechal Deodoro, conhecem a defesa impassível do Sr .Furquim ao Beto Richa.

Mas o golpe foi baixo, muito baixo. Há tempos conheço o Cel Furquim e sei que é um homem muito poderoso nos bastidores, em geral, tenta estabelecer consensos e criar alianças. Mas ele não poderia, de forma alguma, agredir a Senadora dentro da sua casa, ou seja, a AMAI ou o Clube dos Oficiais, pois ela não é inimiga dele pessoalmente, ela hoje, é adversária do Beto Richa. E, independente das eleições, continua sendo Senadora da República e trabalha a causa da Segurança Pública, e deveria convencê-la com argumentos, e não “crescer”, em tese, com ataques.

Lamentável, Cel Furquim, a reverência que faz ao SEU governador, o fez “enfiar os pés pelas mãos” e agredir a Gleisi, por posições políticas a muito discutidas no Senado.

Sua postura revelou que a máscara do gentleman, do aglutinador, do bom articulador caiu…

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Pau, cacete e bombaaa!

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Cidadão e a PM

Cidadão e a PM

Antes de mais nada cabe esclarecer que o título desse post tirei do facebook de uma oficial subalterna da PMPR. O conteúdo foi postado no dia 15 de junho de 2013. E expressa muito bem a minha preocupação quanto a formação dos PMs. Ela disse:

“Por favor, manifestem-se tbm em (…) para que eu possa me desestressar um pouco… Pau, cacete e bombaaaa!!!! kkkkkkk” (Fonte: facebook, editado).

Pois bem, realmente é estarrecedor e revelador de um pensamento repressivo, antissocial e do uso desenfreado da violência… Vamos para a análise.

As Polícias Militares no Brasil, tal como se encontram hoje representam e são um ícone na contramão do processo democrático que vivemos atualmente. Há exemplos, contrários, como o do PM de São Paulo que foi duramente atacado pela população e não fez uso da violência física legítima, aliás atitude que poderia ter mudado a sua vida.

As mobilizações sociais espontâneas experimentadas no mês de junho de 2013 no Brasil são a prova cabal de que, como a PM existe não pode permanecer, em função da relação que estabelecem com a sociedade ser pautada pelo uso violento e desnecessário da força, a origem desses episódios é pela formação equivocada que recebem nas unidades de ensino militar.  Isto porque, a formação desses profissionais é calcada num currículo retrógrado onde o cidadão precisa ser controlado e não respeitado. Essas são as heranças de uma Força que surge em 1968, a partir do AI5 onde as guardas civis foram substituídas pela Polícia Militar, tal qual a encontramos hoje.

É primordial que esse passado seja revisado e que se desmilitarize a Polícia Militar enquanto Instituição no Brasil. A falta no trato pessoal o certo prazer em reprimir e fazer uso da sua autoridade são resquícios que a sociedade brasileira tem ojerizado. Precisamos sim de uma Polícia cidadã que respeite e seja respeitada. Que entenda a natureza dos movimentos sociais, que estudem muita sociologia, direitos humanos, ciência política, antropologia e psicologia, com o único objetivo de buscar compreender a natureza da sociedade e as suas formas de organização e expressão. Essa Polícia não serve, pois o mesmo engajamento utilizado para reprimir uma rebelião num presídio tem sido utilizada para lidar com manifestações cívicas.

Pois bem, esse é o lado externo da manifestação e da truculência. Agora, pensemos nos processos endógenos que ocorrem dentro dos quartéis e unidades das policiais militares do Brasil. Como sabemos, essas estruturas são pautadas por hierarquia e disciplina, conceitos que existem em qualquer empresa ou organização do setor público e privado, no entanto, a forma com a qual são utilizadas dentro das PMs servem para diferenciar homens e mulheres, cujo o maior preceito é a desigualdade. Explico a intensa divisão entre “praças” (soldado, cabo, sargento, subtenente) e “oficiais” (tenente, capitão, major, tenente coronel, coronel) marca o funcionamento das casernas ocupadas pela Polícia Militar. Há uma intensa “perseguição” aos praças que tentam exprimir as suas opiniões e externar os seus pensamentos quanto a carga horária, procedimentos de formação, o questionamento a privilégios dos quais os oficiais gozam, como: 1) motorista particular; 2) punição exemplar dos praças e NENHUMA punição quando as arbitrariedades são cometidas por OFICIAIS; 3) falta de oportunidade de qualificação para os praças; 4) política de salário EXTREMAMENTE diferenciada entre praças e oficiais; 5) as corregedorias são tendenciosas, pois os crimes dos oficiais DIFICILMENTE são descobertas pela P2 ou pela corregedoria, bem como crimes denunciadas não tem o mesmo peso e medida para praças e oficiais; 6) não há uma regulamentação de carga horária equitativa para oficiais e praças, ou seja, há PMs que são praças que trabalham muito mais do que 52 horas por semana; 7) o atendimento médico é realizado por médicos que são oficiais e que de maneira geral, quando atendem um subordinado hierárquico, o tratam como tal, e não como um PACIENTE, sem dizer que em geral ouvem do oficial que estão ali no hospital para “acoxambrar”, ou seja, passar a conversa, estar fingindo uma doença para não trabalhar.

Com esses relatos queremos passar a imagem que o mal tratamento que a PM dá para a população é o mesmo que recebe dos oficiais. Justifica? Não! Mas nos auxilia no entendimento do porque de tantas irregularidades e truculências. O fim do regime MILITAR para a polícia ostensiva é um passo ao fim de desigualdades internas que causam reflexos externos nas ruas. Os praças não podem ser tratados como cidadãos de segunda classe, no dizer de Jessé Souza, e muito menos a população brasileira que encontrou e dirigiu sua voz para as ruas. Queremos sim, ser cidadãos…

A PMPR e o crime por não fazer

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ensino superior

ensino superior

Estamos estudando em conjunto com educadores e advogados responsabilizar na justiça a PMPR pelo “crime de não fazer”, ou seja, se eles possuíam condições de ter adequado a APMG à UNESPAR e não o fizeram, e por consequência deixaram de oferecer aos nossos policiais cursos mais adequados, é de suma importância que eles respondam por essa questão de forma criminal, e as associações representativas dos mesmos participarão desse processo, pois não é possível que o Paraná se mantenha no atraso, especialmente numa área sensível como a da segurança.

O CEE deu todas as oportunidades possíveis para a adequação, ofereceu prazos mais do que razoáveis e a PMPR não deu a contrapartida, terão ao menos que esclarecer a sociedade o porque de se manterem no ostracismo. A democracia e a sociedade brasileira não podem mais conviver com esses anacronismos históricos.

Serviço 190 no Paraná é péssimo!

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Quem lê o meu blog sabe que eu eu costumo defender os PMs. Mas depois das eleições e especialmente depois de hoje ficou ainda mais difícil. Eu entendo as dificuldades do serviço, entendo isso, aquilo e aquele outro, mas….

Como disse, hoje eu acionei o 190, pois tinha um jovem provavelmente drogado, alcoolizado ou coisa do tipo agredindo o pai, um senhor perto dos 65 anos. Primeiramente minha mãe ligou e disse o que estava acontecendo. O operador do 190 disse QUE NÃO ERA VERDADE e desligou o telefone.

Ligamos novamente, reclamei do atendimento e depois de muita insistência mandaram a viatura. Os PMs chegaram numa viatura, eram dois soldados, um mais jovem e outro mais velho. O mais velho foi extremamente grosseiro, disse que isso não era motivo para acionar a PM e estava efetivamente “puto” por estar atendendo essa ocorrência, que nós não deveríamos nos meter. O sujeito era tão “marrento” e mal educado que não se deu o trabalho nem de olhar para mim e para a minha mãe.

Enfim, mesmo com má vontade, lá foram eles atender a ocorrência no endereço indicado. Pelo jeito havia um problema maior do que o apontado… mas ainda assim, tive que aguentar a má vontade daquele soldado e sei que a população recebe um serviço absolutamente desleixado, a situação pode ser assim resumida: surreal!

Aí vem o governo fazer propaganda de UPS, acho que aquela expressão política “para inglês ver” cai como uma luva.

Nem levarei o caso para a Corregedoria, pois é perda de tempo. Já fiz isso antes, quando foi discriminada por uma oficial, extremamente grosseira, má educada e preconceituosa. Fiquei lá perdendo meu tempo e a minha paciência para eles dizerem que não havia crime. Por que eu o faria de novo?

PMs do Paraná e suas famílias também estão ameaçados

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Existe um e-mail circulando entre os PMs aqui no Estado do Paraná onde consta uma carta do PCC mandando os “filiados ao crime” que na impossibilidade de assassinar os PMs que as suas famílias sejam atingidas. Ou seja, a mesma ação que está ocorrendo em São Paulo já chegou ao Paraná.

Qual será a resposta do Estado brasileiro a essa afronta ao poder constituído da força policial?

PM do Paraná investiga policiais que protestaram por aumento salarial

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FOLHA DE SÃO PAULO

06/08/2012, 19h41

Por Estelita Hassa Carazzai, Curitiba

O comando da Polícia Militar do Paraná abriu investigação contra pelo menos quatro policiais que protestaram, em fevereiro deste ano, pelo aumento salarial da categoria, sob acusação de terem “criticado publicamente ato de seus superiores”.

Os servidores publicaram comentários em blogs e sites reclamando da “lentidão” e do “silêncio” do comando da PM a respeito das negociações salariais. Alguns deles estão à frente de associações de policiais e lideraram manifestações públicas.

Dois dos policiais foram indiciados por crimes militares, fundamentados numa lei de 1969. Os inquéritos são julgados por uma Vara Militar, formada por quatro juízes fardados e um togado. Caso condenados, os PMs podem pegar detenção de até um ano.

“É surreal. Nós estamos sendo alvo de um atentado à democracia”, diz o sargento Orélio Fontana Neto, presidente da Apra (Associação dos Praças do Paraná) e indiciado sob suspeita de “criticar publicamente assunto atinente à disciplina militar”.

Os outros dois PMs estão sendo investigados por transgressão disciplinar, num procedimento interno –um deles, o subtenente Sérgio Lantmann, foi punido com detenção de cinco dias. “Eu considero uma vingança, um troco pelas mobilizações que nós fizemos pela questão salarial”, diz Lantmann, que é assistente jurídico da Amai (Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares).

Além das investigações, o comando da PM emitiu em junho uma circular determinando que cada comandante monitorasse e fiscalizasse o conteúdo postado na internet por seus subordinados.

“Eles estão blindando a PM”, afirma o subtenente Alcino Fogaça, que tem um blog sobre a PM e foi indiciado por “incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar”.

Em nota, o comando da PM afirmou que não proíbe seus integrantes de expressar suas opiniões, mas que “é crime militar fazer ataques, impropérios a autoridades constituídas e incitação a greves e depredações”.

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